Igreja Luterana de Joinville é restaurada

Igreja Luterana de Joinville é restaurada

Atualizado: Segunda-feira, 18 Outubro de 2010 as 3:28

São quase cinco anos desde que a pequena igreja da Comunidade Evangélica Luterana no Brasil, no bairro Santa Luzia, em Joinville, não abre as portas para cerimônias. O templo construído em 1951 e inaugurado um ano depois foi o primeiro imóvel tombado em 2001 e, desde agosto, está passando pela segunda restauração.

Com um sorriso nostálgico, o empresário Wilson Waldemar Gumz, 62 anos, relembra que a igreja, com capacidade para cem pessoas, só foi construída porque a comunidade insistiu e investiu na obra. "Todos se uniram", conta.

Ele mesmo tem parte da vida ligada ao templo. Gumz foi o primeiro adolescente fazer a confirmação na igreja, em 1962. Seis anos depois, os pais dele, Waldemar e Helena, celebraram as bodas de prata. Um ano depois, em 1969, o empresário casou com a mulher Dolores.

Com o mesmo sentimento de 50 atrás, mais uma vez, a comunidade da Santa Luzia se uniu pela igreja. Foi apresentado à Prefeitura um projeto de restauração do imóvel. A ideia teve sucesso. A proposta foi aprovada este ano e serão repassados R$ 24,9 mil por meio do Fundo Municipal da Cultura. "Esta verba será usada para a restauração interna, para reformar o forro e a pintura. Para uma segunda etapa, precisamos de mais dinheiro para a pintura da parte externa e rede elétrica. A ideia é participar novamente do Fundo da Cultura", conta o presidente da Comunidade Luterana da Santa Luzia, Gerd Stortz.

O presidente ainda revela que os 16 bancos e o altar serão os originais. "O sino também será recolocado. Hoje, ele está na nova igreja luterana, mas vamos trazê-lo de volta", diz Gerd.

Assim que toda a reforma acabar, provavelmente no ano que vem, a igrejinha será aberta só para celebrações especiais. "Não haverá cultos semanais. Queremos usar aquele espaço para casamentos, batismos e confirmações. O local é simpático, pequeno, e transmite uma ótima sensação”, acredita Gerd.

A restauração é um trabalho solitário, mas que enche de satisfação o profissional Lauro Grassmann, 65 anos. Ele atua na área há pelo menos 18 anos e também trabalhou na Casa Rux, o primeiro imóvel a ser tombado como patrimônio histórico pelo governo federal em Jaraguá.

Em um andaime de frente para o altar, Lauro instalou o novo forro este mês. A torre do sino ainda não está pronta. “Será parte mais dificil”, avalia. Lauro acredita que, em um mês, acabe a primeira fase das obras.

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