Igreja Renascer em Angola comemora a passagem de ano e recebe apoio para expansão

Igreja Renascer em Angola comemora a passagem de ano e recebe apoio para expansão

Atualizado: Quinta-feira, 7 Janeiro de 2010 as 12

A chegada do novo Ano foi diferente para o Bispo Betão que foi enviado, junto com sua esposa e filhos, para Angola, onde comanda as igrejas Renascer no país. A família passou o primeiro Culto da Virada no país africano ao lado de 20 pessoas da igreja. Pela Internet, todos acompanharam a transmissão do culto ao vivo, dirigido pelo Apóstolo Estevam e pela Bispa Sonia.

Segundo o Bispo Betão, os costumes da passagem de ano em Luanda, capital da Angola, são diversificados. A cidade tem cerca de 5 milhões de habitantes, o que torna Luanda como a terceira maior cidade e língua portuguesa do mundo, atrás apenas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Pela tradição, as pessoas vão às praias assistir a queima de fogos. Há também muita feitiçaria na passagem de ano. "As comidas mais comuns são as galinhas de Angola, e os cabritos assados. Existe um prato chamado Funge, que parece com o pirão que é feito à base de fubá de milho ou mandioca e substitui o arroz", detalha o bispo.

Obra social

O bispo conta ainda que o povo angolano gosta muito da música brasileira, e os CDs do Renascer Praise são vendidos nas livrarias evangélicas da cidade. Como parte da obra social da igreja, no final de 2009 a Renascer Angola distribuiu mais de 1000 brinquedos em orfanatos, presídios e instituições que cuidam de crianças acusadas de feitiçaria. "É um fenômeno que tem causado sofrimento, tortura e morte em centenas de crianças, e nós como Igreja estamos ajudando o governo, por meio do comitê intersectorial de luta contra a feitiçaria", explicou o Bispo Betão.

Em dezembro o Bispo Betão participou de uma reunião com 16 sobas, os donos hereditários das terras, que guardam por gerações os segredos da feitiçaria. O bispo contou que o governo angolano está buscando ajuda para identificar o fenômeno e caracterizar os crimes por causa das mortes. O trabalho da igreja tem sido intenso nessa questão. "Os sobas ouviram a palavra ministrada e receberam Bíblias e orações. Eles se dispuseram a apoiar a expansão da igreja nas províncias e cidades em todo o país", disse o bispo.

Para o Bispo Betão, que chegou a Angola há quatro meses, a expectativa para o Ano Apostólico de Pedro no país é de "anunciar a libertação ao povo e às crianças, ligando na terra e no céu o tempo de vitórias contra as forças do inferno".

Postado por: Felipe Pinheiro

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