A igreja só é igreja se Jesus é o centro

A igreja só é igreja se Jesus é o centro

Atualizado: Sexta-feira, 11 Janeiro de 2013 as 10:47

 

A igreja expressou-se de muitas formas diferentes no decorrer dos séculos. Eu, por exemplo, cresci em uma igreja que se expressa, ainda hoje, a partir da confissão de fé de Westminster. Há alguns anos, tive uma experiência com o Espírito Santo e passei a congregar na Igreja Batista da Lagoinha. Durante um período da minha vida, vivi as experiências dos extremos. Eu saí de um extremo conservador e fui para um outro extremo pentecostal. Enquanto navegava tão somente pelas águas da igreja tradicional, considerava as outras igrejas emocionalistas. Por outro lado, quando comecei a navegar pelas águas da igreja pentecostal, comecei a considerar as outras igrejas racionalistas. Eu vivia os embates do dualismo dentro de mim. Era uma espécie de OU/OU. Pensava que se uma forma de expressão de igreja era a correta, então as demais formas de expressão estavam erradas. O meu OU era um Ou que exigia exclusividade e, portanto, condenava as expressões de igreja que eram diferentes daquela forma que eu imaginava ser a única certa.
 
Pouco a pouco a minha visão foi se tornando menos turva. Isso deveu-se tanto por causa de encontros com cristãos de outras igrejas quanto por causa de experiências e leituras da Bíblia. O meu encontro com irmãos indianos que cultuavam ao Senhor em uma casa no norte da Índia mostrou-me a simplicidade e a força da fé. Mesmo debaixo das pressões do Islamismo, eles adoravam a Jesus dentro de suas casas. A celebração da Ceia do Senhor na Indonésia marcou-me profundamente. Éramos pessoas de diferentes línguas e culturas, mas que adoravam ao mesmo Senhor morto e ressurreto. Em todas essas experiências transculturais, havia uma única mensagem: Jesus é o tudo!
 
A igreja pode organizar-se a partir de um documento escrito, de uma tradição oral, de rituais elaborados, de reuniões nas casas, ou de experiências carismáticas, mas não pode jamais omitir a centralidade de Jesus. Se Jesus não for a pessoa central em uma reunião, em um culto ou em um encontro de pessoas, então, tal associação de pessoas pode receber qualquer outro nome, menos igreja (ainda que as pessoas intitulem aquele lugar de igreja). A igreja só é igreja se Jesus é o centro, o foco, a ênfase, o tudo. As palavras de Jesus foram simples e claras: “Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles.” (Mateus 18.20 – NVI)
 
Para que uma reunião de pessoas seja igreja, o nome de Jesus deve ser amado e levantado. Não importa se o nome dele é proclamado em mensagens pregadas, cantadas ou oradas; se o nome dele é anunciado em catedrais, casas ou ginásios; ou se o nome dele é adorado em comunidades litúrgicas ou nos movimentos carismáticos. O que importa é que o nome de Jesus seja o tudo para aquelas pessoas reunidas; que o nome de Jesus, e não a razão ou emoção humanas, seja levantado; que a autoridade para a salvação não seja colocada no conhecimento das doutrinas ou nas experiências carismáticas, mas tão somente no nome de Jesus.
 
 
por Pr. Gustavo Bessa
 

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