Igrejas buscam apropriar-se das tecnologias digitais

Igrejas buscam apropriar-se das tecnologias digitais

Atualizado: Segunda-feira, 8 Fevereiro de 2010 as 12

''Troquem as antenas'', enfatizou o professor Luciano Sathler ao defender, no Mutirão da Comunicação, a apropriação pelas igrejas, escolas e instituições eclesiais da tecnologia digital, a web 2.0. ''Precisamos dominar isso. O futuro é hoje'', disse.

Igrejas correm o risco de falarem para o vazio, alertou o presidente da Associação Mundial para a Comunicação Cristã (WACC-América Latina), alertando que está em formação um novo perfil de consumidor da comunicação, que é, ao mesmo tempo, consumidor e produtor.

Outro palestrante do dia, o vice-presidente do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul), um banco público, diretor de tecnologia da informação e de marketing, Rubens Salvador Bordini, mostrou como empresas usam e aplicam a tecnologia de forma inteligente para ampliar a rentabilidade do negócio.

''Precisamos incorporar nas nossas práticas a questão da tecnologia, se quisermos caminhar de forma emancipatória no mundo digital'', propôs Luciano, valendo-se do exemplo do seu colega de mesa. As igrejas precisam contratar pessoas que entendem de robótica, biotecnologia e nanotecnologia, porque o mundo digital engloba tudo isso, defendeu.

''Precisamos aprender a dominar a técnica que a economia digital coloca à nossa disposição, aplicando-a com valores éticos, humanos, para fazer a diferença'', frisou.

Organizar-se em redes para inserir-se na economia digital é o mote às instituições eclesiais que Luciano deixou na palestra. ''Precisamos desenvolver programas comuns, a começar na educação, aprender primeiro para caminhar na formação, assim que as pessoas passem a entender os mecanismos que estão determinando a vida delas na sociedade'', sinalizou.

veja também