Igrejas do Quênia responsabilizam Governo por atentado que deixou seis feridos

Igrejas do Quênia responsabilizam Governo por atentado que deixou seis feridos

Atualizado: Terça-feira, 15 Junho de 2010 as 9:53

Uma coligação de igrejas protestantes e evangélicas do Quênia acusou na última segunda-feira, 14,o governo de ser direta ou indiretamente responsável pelo atentado que deixou seis pessoas, que participavam numa reunião contra um projeto de Constituição, feridas.

O governo negou as acusações.

"Não temos dúvida de que o governo tem participação direta ou indireta neste ataque ", disse David Bishop Oginde, um dos membros ligado a coligação religiosa.

O prelado interrogou-se de "quem mais neste país tem explosivos?" acrescentou que leu uma declaração do Conselho Nacional de Igrejas do Quênia.

O Conselho reuniu 25 igrejas protestantes e evangélicas que participaram da manifestação de domingo, do qual morreram seis pessoas, numa dupla explosão de dois mísseis.

O fato aconteceu, após uma reunião que juntou milhares de opositores ao projeto de Constituição, incluindo fiéis e líderes de várias igrejas do Quênia num parque em Nairobi.

Mais de quarenta pessoas ficaram feridas nas explosões ou no resultado do pânico que se seguiu, segundo o último balanço.

"Consideramos o governo e a equipa do referendo como os responsáveis pelos ataques e o sangue derramado, a menos que prove aos quenianos que alguém fez explodir esses dispositivos", disse o bispo Oginde.

"O governo não pode, momento algum, participar de qualquer projecto para matar os seus próprios cidadãos ", respondeu o Primeiro-ministro, Raila Odinga, um defensor da adoção do Constituição no referendo, agendado para 4 de Agosto de 2010.

O governo do Quénia promove uma campanha para a adopção de uma Constituição, rejeitada pela maioria das igrejas, porque permite o aborto terapêutico e mantém os tradicionais tribunais islâmicos, disse kadhys.

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