Igrejas em Sorocaba pedem mais tempo ao MP para reforma de templos

Igrejas em Sorocaba pedem mais tempo ao MP para reforma de templos

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 09:23

Em Sorocaba, segundo levantamento da Secretaria de Segurança Comunitária (Sesco), existem atualmente 486 instituições religiosas, sendo que 293, ou seja, pouco mais de 60%, sequer existe oficialmente para a Prefeitura e jamais deveriam estar em funcionamento pois não possuem inscrição municipal e, consequemente, o alvará.   Em agosto, o MP instaurou inquérito civil para investigar denúncias de que templos e igrejas estariam em funcionamento de forma irregular, sem o atendimento às normas de segurança e documentos de registro para o atendimento público, diante de suposta complacência por parte do secretário de Segurança Comunitária e titular da Defesa Civil, Roberto Montgomery Soares.

  As igrejas e templos religiosos, das mais variadas denominações, instaladas em Sorocaba, se uniram e formaram ontem, uma comissão para solicitar ao Ministério Público (MP) do Estado prazo de um ano para se adequarem e atenderem às normas de segurança e até mesmo se registrarem e obterem o alvará de funcionamento, por meio da elaboração e o compromisso num Termo de Ajuste de Conduta (TAC).   O prazo dado pelo MP termina no dia 20 de dezembro. A criação da comissão que deverá elaborar o documento no qual solicita a ampliação do prazo foi anunciada durante audiência pública realizada na tarde de ontem na Câmara de Vereadores, por iniciativa do vereador Luís Santos (PMN). O evento, que lotou as dependências do Legislativo, reuniu dezenas de representantes das mais variadas denominações religiosas, do Corpo de Bombeiros, vereadores, além dos secretários de Segurança Comunitária, Roberto Montgomery Soares; Relações do Trabalho, Luís Firmino, que é o presidente do Conselho de Pastores (Conpas); e de Negócios Jurídicos, Luíz Angelo Verrone Quilici.   Ao final do evento, o vereador Luís Santos, em acordo com os representantes das denominações religiosas presentes, entre elas evangélicas, católica e espírita, decidiram formar uma comissão com o objetivo de discutir e elaborar, nas próximas semanas, uma proposta a ser apresentada ao promotor Orlando Bastos Filho com pedido de prazo de um ano para que todas as instituições possam se adequar às legislações. "Vamos formar essa comissão para que possamos discutir com o promotor e, em conjunto, assinarmos um Termo de Ajuste de Conduta. Me preocupa a possibilidade de muitas dessas igrejas e templos não conseguirem se adequar e haver um fechamento coletivo", afirmou Luís Santos.  

Por Pollyanna Mattos Com informações do jornal Cruzeiro do Sul

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