Igrejas falham ao tratar o vício em internet dos adolescentes

Igrejas falham ao tratar o vício em internet dos adolescentes

Atualizado: Sexta-feira, 17 Junho de 2011 as 2:24

Os pais muitas vezes tem que tirar seus filhos ou filhas do telefone celular ou vídeo game para fazê-los interagir com o resto da família. Mas um recente estudo pelo Grupo Barna descobriu que os pais “são tão dependentes da tecnologia quanto os adolescentes e pré-adolescentes”.

Um estudo nacional, realizado em conjunto com o Orange do Grupo Think, consistiu em entrevistar pais e adolescentes de 11 a 17 anos vivendo na mesma casa. Ele encontrou que os pais estão usando tecnologia tanto quanto seus filhos, mas enquanto os seus filhos estão enviando textos e jogando vídeo games, os pais estão provavelmente nos seus telefones celulares ou computadores desktops.

Um recente estudo pelo Grupo Barna descobriu que os pais “são tão dependentes da tecnologia quanto os adolescentes e pré-adolescentes”.

O estudo também mostrou que cerca de um terço de pais e metade dos adolescentes e pré-adolescentes entrevistados não dão pausa no uso da tecnologia intencionalmente.

De acordo com Dr. Gary Small, um professor de psquiatria e diretor do UCLA Center on Aging (Centro sobre Envelhecimento), “O impacto potencial negativo da nova tecnologia sobre o cérebro depende do seu conteúdo, duração, e contexto”.

Em seu artigo no PsychologyToday.com, Small dá o exemplo de uma família que não pode ter jantar junto sem interrupção por algum tipo de dispositivo digital, ou que janta rapidamente para voltar para seus computadores, telefones celulares e televisões. Ele escreve que os jantares da família sem a interrupção da tecnologia não somente oferece uma grande oportunidade para desenvolver relações, mas eles também dão às crianças e aos adolescentes a oportunidade de praticar interação social e etiqueta.

No início deste ano, Beth J. Harpaz da Associated Press escreveu sobre autor e mãe Susan Maushart que retirou todos os dispositivos eletrônicos de sua casa para ver que impacto teria para eles, como uma família e como indivíduos. O que ela descobriu foi que eles passaram mais tempo fazendo coisas juntas, e ela viu mudanças nas habilidades das crianças de pensar claramente. Harpaz relatou que, “Assim como muitos adolescentes, eles não podem fazer suas lições de casa sem ouvir música simultaneamente, atualizar Facebook e mensagens instantâneas comerciais”.

É  necessário tomar medidas drásticas, contudo, para ter certeza que nossas famílias não perdem o tato com a realidade? Certamente não, mas um dos problemas que o estudo do Grupo Barna encontrou é que a maioria dos Cristãos não recebeu nenhum tipo de treinamento ou ensinamento no que significa para suas famílias ser bons administradores da tecnologia.

David Kinnaman, presidente do Grupo Barna, disse, “Tecnologia está moldando as interações da família de maneira sem precedentes, mas parece que nós perdemos um compromisso estratégico para administrar a tecnologia. A comunidade cristã precisa de um entendimento melhor e mais holístico de como administrar os avanços da tecnologia existente e que estão para vir”.

O uso da tecnologia é prevalente nas Igrejas por todo o país hoje, mas parece que as Igrejas perdem o referencial quando se trata de treinar pais e crianças em como ser pessoalmente responsáveis no seu uso disso.    

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