Igrejas são obrigadas a pagar traficantes para poder funcionar, no México

Segundo pastores locais, a prática de cobrar uma taxa para deixar as igrejas em paz tem se tornado comum.

fonte: Guiame, com informações do Portas Abertas

Atualizado: Sexta-feira, 2 Março de 2018 as 9:52

Na Lista Global de Perseguição de 2018, dos 50 países onde é mais difícil ser cristão, o México está em 39º lugar. (Foto: Reprodução).
Na Lista Global de Perseguição de 2018, dos 50 países onde é mais difícil ser cristão, o México está em 39º lugar. (Foto: Reprodução).

Os cristãos perseguidos do México se tornaram alvo do tráfico de drogas. O motivo é que os traficantes perceberam que as igrejas e seus líderes podem ter uma quantia considerável de dinheiro.

Eles acreditam que as igrejas representam uma fonte fácil de renda - os grupos de tráfico podem simplesmente entrar, fechar as portas e pedir à congregação que esvazie seus bolsos. Sabe-se que há agora a prática de cartéis cobrando uma taxa às igreja e isso já se tornou comum.

Dagoberto Sosa Arriaga, líder cristão de Tlapa, no estado de Guerrero, foi forçado a pagar os criminosos para garantir o uso de sua igreja com tranquilidade.

Chito Aguilar, 62 anos, ex-narcotraficante que agora lidera uma igreja, diz: "O pensamento dos traficantes é ‘se houver 40, 50 ou 100 pessoas na igreja, eles trarão dinheiro para oferecer’. Assim, as igrejas se tornam um alvo fácil”, conta.

“Aqui em Ciudad Juarez, oito assaltantes entram em uma igreja, um ou dois permanecem na porta e os outros começam a colecionar relógios, anéis, carteiras e tudo o que eles têm. Os cristãos são um alvo fácil para eles", lamenta.

Corrupção

Na Lista Global de Perseguição de 2018, dos 50 países onde é mais difícil ser cristão, o México está em 39º lugar. Os analistas da Portas Abertas concluíram que “a corrupção em todos os níveis de governo levou a um aumento de perseguição”.

E dizem mais: “Os ataques mais violentos ocorrem quando os cristãos são considerados uma ameaça para o crime organizado. Muitos pastores enfrentam intimidação e ameaças de morte - com o objetivo de silenciar seus ministérios”.

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