Inclusão de gays em casamento coletivo gera polêmica na Bahia

Inclusão de gays em casamento coletivo gera polêmica na Bahia

Atualizado: Quinta-feira, 26 Setembro de 2013 as 9:36

casamento gayEm Feira de Santana, na Bahia, será realizado, em dezembro, um programa de casamento coletivo.
 
Meses antes da cerimônia, a polêmica gira em torno da inclusão de gays no evento. Parte da bancada evangélica protesta contra.
 
Segundo informações da Câmara Municipal, na manhã desta quarta-feira (25), o vereador Edvaldo Lima (PP) repetiu um protesto realizado na semana passada contra a inclusão dos casais no programa. Ele teria dito que, caso a cerimônia seja realizada, os evangélicos fariam caminhada pela família como forma de protesto.
 
Fábio Ribeiro,  presidente do Grupo Liberdade Igualdade e Cidadania Homossexual (GLICH), explica a decisão de não incluir os gays. "Por causa da pressão dos vereadores, inclusive porque são líderes, estão incentivando manifestações contra os casais gays. A gente conversou e achamos por bem separar os casais."
 
"Primeiro quero dizer que os evangélicos não são homofóbicos, nós não somos, explica o vereador Edvaldo Lima. "Os evangélicos têm uma posição, que é de defender a familia, e eu, como evangélico, cristão, é esse o meu dever".
 
"Está bem explícito na Constituição que o Estado só reconhece como casamento a união entre homem e mulher. Recentemente houve uma resolução, um ato administrativo, mas só que a resolução não pode ser contrária a 513 deputados constituintes, que aprovaram a Constituição. Devemos respeitar e amar a nossa Constituição e, no livro de genêsis [na Bíblia]. Deus criou o macho e a fêmea. O livro que orienta sobre a nossa vida familiar", opina. 
 
Presidente da Câmara Municipal e membro da bancada evangélica, Justiniano França (DEM) diz que, além da opinião da bancada, as questões levantadas vão de encontro com pleito de "alguns" casais heteros, que, segundo ele, se recusaram a participar do mutirão com casais  homossexuais.
 
"A minha posição é que deve acontecer em dois momentos. Eu entendo que, enquanto Estado, há a obrigação de realizar porque a lei diz. Não devo entender que é uma discriminação, mas têm aqueles que querem participar de forma separada", diz.
 
 
com informações do G1
 

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