Jobson afirma: "meu psicólogo é Deus. Nunca mais usei drogas".

Jobson afirma: "meu psicólogo é Deus. Nunca mais usei drogas".

Atualizado: Quarta-feira, 9 Junho de 2010 as 7:38

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Jobson torce por acerto com Fla ou Bota até sexta

(Foto: Globoesporte.com)   Disputado por Flamengo e Botafogo, Jobson não a vê a hora de ser anunciado por um dos dois clubes cariocas. O atacante está treinando regularmente com o time B do Brasiliense na expectativa de decidir o seu futuro até esta sexta-feira. Em meio a reuniões com o presidente do Jacaré, Luis Estevão, e com o empresário Antenor Joaquim, ele não estabeleceu preferência pelo Rubro-Negro nem pelo Alvinegro. Mas deseja dar a volta por cima no Rio de Janeiro.

- Estou mais experiente e maduro. A minha cabeça se encontra bem melhor.  Agora vou pensar antes de agir. Passei a ser uma pessoa totalmente de Deus - afirmou o atacante, que se converteu a uma igreja evangélica.

Flagrado em dois exames antidopings nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro do ano passado, Jobson foi punido com seis meses de suspensão pelo STJD, em segunda instância, por uso de cocaína. O gancho do jogador termina no próximo dia 20 de julho, e ele acha que não demorará muito a entrar em forma.

- Estou bem fisicamente. Só preciso de três ou quatro jogos para ganhar ritmo de jogo - declarou.

Para os céticos, Jobson garante que está livre das drogas e não precisa de acompanhamento médico.

- Meu psicólogo é Deus. Nunca mais usei drogas. Também não bebo mais cerveja nem vinho. Só refrigerante, que também quero parar porque faz mal.

O jovem atacante, de 22 anos, tem contrato com o Brasiliense até dezembro de 2012. No entanto, Botafogo e Flamengo pretendem adquirir 60% dos direitos federativos do atleta. Ambos os clubes estudam colocar uma cláusula no contrato do jogador, caso ele volte a usar drogas.

Entenda o caso

Jobson foi flagrado pela primeira vez no exame antidoping no dia 8 de novembro, quando o Botafogo derrotou o Coritiba por 2 a 0, no Engenhão. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) solicitou a contraprova, que confirmou a presença de "Benzoilecgoinine, Methylecgonine", metabólico da cocaína, na urina do jogador. A notícia foi divulgada apenas depois que o atacante foi submetido a um novo exame, em 6 de dezembro, após o Alvinegro derrotar o Palmeiras por 2 a 1, na última rodada do Brasileirão. Àquela altura, mais precisamente no dia 17, ele já havia sido suspenso preventivamente por 30 dias pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), e a segunda coleta também apontou traços da droga. Uma nova contraprova não foi realizada, uma vez que a CBF não fez a solicitação.

As leis mundiais antidoping preveem que um atleta seja banido do esporte se for condenado duas vezes por uso de substância proibida. No entanto, existia a possibilidade de a pena ser somente agravada, chegando até quatro anos de suspensão (dois anos para cada flagrante). Desde o início a defesa do jogador entendia que os dois casos deveriam ser transformados em apenas um, acabando com o risco de reincidência.

O resultado do julgamento do dia 19 de janeiro, feito pelo STJD de acordo com o códido da Agência Mundial de Antidoping (Wada), foi encaminhado pela CBF à Fifa, que manteve a pena de dois anos. Entretanto, em julgamento em segunda instância, o STJD reduziu a punição para seis meses.

  fonte: globo.com.br Por Fabrício Costa Rio de Janeiro

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