Jorginho diz que religiosidade não atrapalhou seleção

Jorginho diz que religiosidade não atrapalhou seleção

Atualizado: Quarta-feira, 14 Julho de 2010 as 10:41

Jorginho, ex-auxiliar técnico da seleção brasileira, disse que ainda dorme mal em função da eliminação do time na Copa do Mundo, nas quartas de final, para a Holanda. É o que destaca a coluna desta terça-feira de Mônica Bergamo.

"Ainda acordo de madrugada, com as lembranças martelando a minha cabeça. Ver meus filhos chorando quando voltei. Eu estou triste para c... É como se tivéssemos perdido alguém da família", falou Jorginho.

O ex-lateral direito, campeão mundial em 1994, também teria desagradado aos dirigentes. Ele era um dos líderes da ala religiosa da seleção. Jorginho aparelhou a delegação brasileira de evangélicos.

Ele foi o responsável pela contratação de Marcelo Cabo para ser "espião" de Dunga no Mundial. Desconhecido no futebol, Cabo dividia com Taffarel, escolhido por Dunga, a função de observar os rivais do time nacional.

Amigo de Jorginho de igreja, ele só trabalhou em clubes pequenos do futebol, como o Bonsucesso, o Bangu e o desconhecido Atlético de Tubarão (SC). O ponto alto da carreira dele foi ter sido auxiliar técnico de Marcelo Paquetá na seleção da Arábia Saudita, em 2002. No Oriente Médio, treinou times locais.

Jorginho influiu até na escolha dos seguranças da seleção. Um deles foi colocado no posto por ser evangélico. O ex-lateral negou participação e que a religiosidade tenha influenciado. Ele chegou a sair queimado.

"Nunca participei das reuniões dos atletas, mas em nenhum momento elas atrapalharam. Era uma hora por semana, de estudo bíblico, não era reunião para ganhar campeonato. Será que, se tivéssemos sido campeões, não diriam que isso ajudou?", falou.

Jorginho comentou ainda que Ricardo Teixeira nunca pediu renovação de idade na seleção, algo que o presidente da CBF pregou após demitir Dunga e toda comissão técnica

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