Jornal define filme "O livro de Eli" como "moralizador"

Jornal define filme "O livro de Eli" como "moralizador"

Atualizado: Quinta-feira, 25 Março de 2010 as 12

No title Em crítica ao filme "O livro de Eli", que estreiou nos cinemas brasileiros na última sexta-feira, 19 de março, e é estrelado por Denzen Washington, o jornal "O Povo", de Fortaleza define o filme como um blockbuster - produção     - evangélico de "proselitismo moralizador". O termo proselitismo expressava anteriormente a adesão de pagãos ao judaísmo. Hoje a palavra recebe uma conotação negativa, significando suposta agressividade para se conseguir seguidores de determinada religião.

Leia:

Em cartaz na cidade, O Livro de Eli, de Albert Hughes e Allen Hughes, expõe uma realidade devastada, enquanto reforça crenças religiosas

Fábula messiânica, O Livro de Eli mostra uma Terra devastada pela guerra nuclear. A civilização desapareceu, quase não há comida e água, o canibalismo voltou. Passados 30 anos da hecatombe, a violência é a lei.

Nesse cenário desolador, quem se dá bem é o gângster Carnegie (Gary Oldman), que construiu um império nas ruínas de uma cidade. Sedento de poder, ele busca algum exemplar da Bíblia, mas ao que parece não restou nenhum. Seu raciocínio é cristalino: como ninguém mais tem fé ou sabe ler, quem usar a Bíblia para manipular os outros será o novo senhor do planeta.

Carnegie está no encalço de Eli (Denzel Washington), um andarilho solitário que também está convencido da importância da Bíblia nessa nova etapa da história da humanidade. Mas em outras bases, é claro. Eli carrega uma na mochila, que lê diariamente, e marcha em direção ao oeste desde o fim da guerra, pois uma voz assim lhe ordenou.

A realidade fez dele um guerreiro, que maneja armas com destreza e parece não ser atingido pelos inimigos. Esse "corpo fechado"-- e o ar misterioso e lacônico lhe emprestam uma aura de asceta. Apesar disso, aniquila com efusões de sangue quem ataca os indefesos.

O messianismo é um dos traços definidores do subgênero pós-apocalíptico, mas nunca foi afirmado com tamanho proselitismo moralizador quanto neste blockbuster evangélico.

Do ponto de vista narrativo e visual, o filme também está longe de inovar, pois recicla uma profusão de referências: da série Mad Max aos filmes de artes marciais, passando pelo horror gore e o faroeste. (da Folhapress)

Serviço

O LIVRO DE ELI (The Book of Eli, EUA, 2010). De Albert Hughes e Allen Hughes. Com Denzel Washington, Mila Kunis, Michael Gambon, Jennifer Beals, Gary Oldman, Evan Jones e Ray Stevenson. 14 anos. 118 minutos. Em cartaz no Shopping Benfica (Sala 3) às 14h, 17h e 20h; no Centerplex Via Sul (Sala 5) às 14h, 16h30, 19h e 21h30; no Arcoíris Aldeota (Sala 1) às 14h20, 16h40, 19h e 21h20; no North Shopping (Sala 2) às 13h40, 16h10, 18h40 e 21h10; e no UCI Iguatemi (Sala 8) às 13h40, 16h10, 18h40 e 21h10.

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