José Alencar: "Querem que eu seja candidato. Eu digo que, se estiver são e se Deus me curar, eu poderei aceitar"

José Alencar: "Querem que eu seja candidato. Eu digo que, se estiver são e se Deus me curar, eu poderei aceitar"

Atualizado: Quarta-feira, 16 Dezembro de 2009 as 12

O vice-presidente José Alencar (PRB) afirmou, nessa terça-feira, 15, que não existe mal-estar entre o PT e o PMDB por causa da proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o PMDB apresente uma lista tríplice de candidatos a vice da petista Dilma Rousseff para 2010. Na condição de presidente da República em exercício, por causa da viagem do presidente Lula a Copenhague, Alencar, mais uma vez, esteve no Hospital SírioLibanês, em São Paulo, onde foi submetido a uma nova sessão de quimioterapia, como parte do seu tratamento contra o câncer.

"O apreço, o respeito que ele (Lula) tem pelos partidos é muito grande e esse respeito também existe em relação ao PMDB. Eu confesso que não enxerguei lugar para tanta polêmica em torno disso", disse Alencar após sessão de quimioterapia."Não houve mal-estar, essas coisas vão crescendo à medida que vão sendo citadas", assegurou o vice-presidente.

O presidente da República em exercício confirmou que os tumores estão "definhando". "Uma coisa realmente surpreendente aconteceu (a redução dos tumores). Estamos todos muito felizes por isso. Os tumores estão definhando", disse ele após sessão de quimioterapia.

Alencar luta contra a doença há 12 anos e já passou por 15 cirurgias. Ele retomou as sessões de quimioterapia no início de setembro, pouco depois de exames terem demonstrado que os tumores abdominais haviam voltado a crescer. Por isso, interrompeu o tratamento experimental a que se submetia nos Estados Unidos.

No mesmo mês, ficou internado por três dias após apresentar níveis baixos de hemoglobina, leucócitos e plaquetas. No final de outubro, no entanto, Alencar disse que os exames mostraram uma "redução substancial" dos tumores. Ontem, ele confirmou que os tumores, reduziram ainda mais.

Alencar reafirmou sua intenção de disputar o Senado em 2010, se estiver curado. "Querem que eu seja candidato. Eu digo que, se estiver são e se Deus me curar, eu poderei aceitar." Ele assumiu ontem a Presidência por conta da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Copenhague, na Dinamarca. Ele realiza nova sessão de quimioterapia no dia 22.

PMDB

O presidente da Câmara, Michel Temer (SP), é cotado, no PMDB, como o nome mais forte para ser indicado à vice-presidência na chapa de Dilma. Depois da declaração de Lula de que o partido deveria indicar uma lista tríplice, os peemedebistas sinalizaram a ameaça de romper a aliança com o Planalto. Mas, também ontem, Michel Temer afirmou que o mal-estar com o PT é "assunto superado". O presidente da Câmara disse que o assunto não tem mais "sequência", uma vez que o PMDB já deixou claro que tem autonomia para escolher o indicado numa eventual chapa com Dilma. "O que houve foi uma posição do PMDB em relação à fala do presidente. A posição do PMDB foi declarada. Não há mais sequência nesse assunto", disse.

Temer revelou, por meio de sua assessoria, que, após a fala de Lula, já conversou sobre a posição do PMDB com a própria Dilma Rousseff e com outros integrantes do governo como os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Franklin Martins (Comunicação Social) e Tarso Genro (Justiça). Assegurou ainda que, se o PMDB efetivamente firmar aliança com o PT, o partido vai decidir com autonomia qual será o vice na chapa de Dilma."Sempre tenho dito que, se houver aliança, vamos examinar com muita calma qual o melhor nome para a vice. Disse isso, inclusive, ao presidente. Vice não é candidato, é circunstância política. No momento exato vamos verificar o melhor nome, se houver aliança", declarou Michel Temer. (Com agências)

Por: Luiz Ribeiro

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