Jovens cristãos participaram de treinamento sobre Justiça ambiental

Jovens cristãos participaram de treinamento sobre Justiça ambiental

Atualizado: Segunda-feira, 12 Dezembro de 2011 as 9:09

Durante duas semanas, jovens cristãos de 20 paísesparticiparam de um treinamento sobre Justiça Ambiental (Eco-Justiça), emDurban, África do Sul, durante a 17ª Conferência das Partes da Convenção-QuadroNações Unidas para a Mudança do Clima (COP17/CQNUMC). O programa foi coordenadopelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI) em conjunto com a Federação LuteranaMundial (FLM).

Como participante, sinto-me privilegiada por podervivenciar a troca de experiências com jovens de diversas realidades, através dadiscussão de questões socioambientais. Além de treinamento e palestras sobreEconomia, Teologia e o conceito e aplicabilidade de Justiça, desenvolvemosprojetos que serão posteriormente implementados nos nossos países, conectandodesta forma, as esferas internacional, nacional e local.

O projeto que pretendo desenvolver visa conectar asdiscussões levantadas neste treinamento, sobre Eco-Justiça, e aplicá-las nocontexto brasileiro, através do treinamento de jovens luteranos, para que atuemcomo líderes em suas comunidades na promoção de justiça sócio ambiental.

O projeto pretende conectar o já existente programaCriatitude, desenvolvido pelo Conselho Nacional de Juventude Evangélica(CONAJE), da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), emparceria com a Fundação Luterana de Diaconia (FLD), com a participação dosjovens nas atividades ecumênicas da Conferência dos Povos na Convenção dasNações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável – Rio +20, que será realizadano Rio de Janeiro, de 4 a 6 de junho de 2012.

Nosso grupo, integrado por 28 jovens, também tive aoportunidade de participar e das atividades da COP17, que, devido àsexpectativas negativas para o comprometimento dos países para um novocompromisso de redução das emissões de gases de efeito estufa, principaiscausadores das mudanças do clima, tem mobilizado a sociedade civil, que por suavez demanda uma ação rápida e efetiva por parte dos governos.

Uma destas ações foi o chamado Global Day ofAction, uma marcha que se tornou tradição nas Conferências das Partes daCQNUMC. Mobilizando cerca de 20 mil pessoas, a demonstração teve o objetivo dechamar a atenção dos governos para a urgência de se tomar uma atitude comrelação à mudança do clima, e exigindo que os governos alcancem um acordo. Ogrupo Youth for Eco-Justice participou ativamente na demonstração, levando umbanner dizendo Polluters Pay, exigindo que os países que mais emitemgases de efeito estufa, assumam a sua responsabilidade e o seu débitoambiental.

Além disso, os jovens estiveram envolvidos emdiversas atividades ecumênicas, como o Rally, encontro ecumênico prévioà COP17. Este encontro contou com a participação da Secretaria Geral da UNFCC,Cristina Figueres, e com Desmond Tutu, ativista e bispo sul-africano.

Os jovens visitaram também uma comunidade local deDurban, chamada Clermont, a fim de entrar em contato com a realidade local. Láfoi possível conhecer a Associação Jovem de Clermont, que tem como foco a buscapor soluções para o problema do lixo na sua província. Os jovens locais foramtreinados para trabalhar com o meio ambiente através do Conselho de Diaconia deDurban, o que os habilitou para implementar melhorias ambientais. O projeto temuma forte ligação com a prefeitura, que é encarregada de remunerá-los parafazerem o trabalho de limpeza e manutenção. Ainda mais, o Conselho de Diaconiade Durban tem um papel crucial, ao educar e capacitar tais jovens para atuarapropriadamente com os seus desafios locais.

A mudança climática, que é um dos sinais da criaçãoque vem sofrendo os impactos dos atos insustentáveis da humanidade, é também umsinal de injustiça, quando os mais vulneráveis e as minorias enfrentam asmaiores conseqüências. A fim de resolver este problema, uma mudança no sistemaeconômico é essencial, mas também uma mudança em nossas ações a partir daposição de dominadores para mordomos da criação de Deus.

No processo de criação deum mundo mais Ecologicamente Justo, a juventude tem um papel significativo adesempenhar, uma vez que são os que têm esperança e energia que pode ser usadopara alterar estas situações, somadas à nossa capacidade de networking ehabilidade em tecnologia. Nós somos aqueles que serão afetados pela decisão dehoje, e ainda temos uma oportunidade única para nos tornarmos uma solução nestemundo.     Com informações do Correio do Brasil

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