Legislativo paulista homenageia o Credo Social Metodista

Legislativo paulista homenageia o Credo Social Metodista

Atualizado: Quinta-feira, 8 Abril de 2010 as 12

A Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, por proposição do deputado Estevam Galvão de Oliveira, do Partido Democratas, homenageará na próxima sexta-feira à noite, no Palácio 9 de Julho, nesta capital, o centenário do Credo Social da Igreja Metodista.

''A Igreja e os Problemas Sociais'' foi o primeiro nome do Credo Social Metodista, documento publicado em 1908 por decisão do Concílio Geral da Igreja Metodista Episcopal, nos Estados Unidos. O Credo Social reporta-se a ensinamentos do fundador do metodismo, o teólogo inglês John Wesley (1703-1791).

Wesley enfatizava que ''o evangelho de Cristo não conhece religião que não seja religião social; não conhece santidade, que não seja santidade social''.

O primeiro texto do Credo Social, de 1908, deu ênfase às condições de trabalho e declarou compromisso com ''direitos iguais e justiça completa para todos os seres humanos em cada momento de suas vidas'', isso 41 anos antes da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Voz de denúncia e anúncio profético da Igreja Metodista, o Credo Social passou por adaptações segundo transformação do cenário nacional, mas manteve sempre o compromisso de defender a vida humana contra qualquer forma de opressão, buscando a construção do Reino de Deus anunciado por Jesus Cristo.

O Credo Social da Igreja Metodista do Brasil proclama que ''o pleno desenvolvimento humano, a verdadeira segurança e ordem social só se alcançam na medida em que todos os recursos técnicos e econômicos e os valores institucionais estão a serviço da dignidade humana na efetiva justiça social''.

O texto reconhece que ''a pobreza escravizadora em um mundo de abundância é uma grave violação da ordem de Deus'', e que ela é fruto dos ''desequilíbrios econômicos, de estruturas sociais injustas, da exploração dos indefesos, da carência de reconhecimentos''.

Sustenta, pois, que ''é injusto aumentar a riqueza dos ricos e poder dos fortes confirmando a miséria dos pobres e oprimidos''. Admite que problemas sociais ''são manifestações patológicas do organismo social como um todo''.

veja também