Líder americano diz que liberdade religiosa é essencial para o futuro

Líder americano diz que liberdade religiosa é essencial para o futuro

Atualizado: Segunda-feira, 27 Junho de 2011 as 9:47

Ao falar para pastores de 81 cidades da região central de São Paulo, em Campinas, o pastor John Graz, diretor mundial de Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa da Igreja Adventista, advertiu, na terça-feira 21 de junho,  sobre a ameaça do fanatismo para a liberdade de consciência e convocou os líderes para uma cruzada em defesa da diversidade religiosa, como fundamento essencial para o respeito ao direito de culto. A palestra aconteceu no auditório da sede adventista para esta região do Estado. O líder mundial, que também é secretário geral da Associação Internacional de Liberdade Religiosa (IRLA, em inglês), está no Brasil para promover a liberdade de expressão e de culto.

“A liberdade é um dom que Deus deu ao homem desde a Criação”, disse John Graz, na abertura de sua palestra. Para ele, o respeito às decisões individuais acompanha a história do Cristianismo. “Deus não força ninguém a segui-Lo”, observou.

John Graz analisou a participação da Igreja Adventista no diálogo com a comunidade cristã internacional como uma oportunidade para o evangelismo global. Ele estabeleceu uma diferença entre a liberdade religiosa, que preza pela diversidade, e o ecumenismo, que emprega os esforços em favor de um pensamento único. “Nós defendemos a liberdade religiosa porque aceitamos a pluralidade de crença e de culto”, afirmou.

Segundo dados da IRLA, cerca de 200 milhões de cristãos sofrem perseguições atualmente no mundo. O esforço da agência internacional é para apoiar esses militantes cristãos e dialogar com governos e entidades religiosas para minimizar a censura e a perseguição à liberdade de crença e de consciência.

A Associação Internacional de Liberdade Religiosa foi fundada em 1893. Possui uma rede internacional presente em mais de 80 países, incluindo regimes como o Cazaquistão, Azerbaijão e Rússia. É a mais antiga associação dedicada à liberdade de consciência para todos os povos.

A IRLA foi reconhecida em 2003 pelo Conselho Econômico e Social das Nações Unidas e desde então toma parte das reuniões do Conselho de Direitos Humanos, a cada ano.

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