Líderes de campanha defendem Dilma Roussef em reunião com pastores

Líderes de campanha defendem Dilma Roussef em reunião com pastores

Atualizado: Terça-feira, 19 Outubro de 2010 as 8:20

A 15 dias da eleição para presidente da República, os principais líderes da campanha de Dilma Roussef (PT) em Mato Grosso, o diretor geral do Departamento Nacional de Infra-estrutura (Dnit), Luiz Antônio Pagot, e governador Silval Barbosa (PMDB) se reuniram neste sábado (16) com pastores evangélicos para convencê-los de que a petista não é a favor do aborto e também do casamento entre homossexuais.

Coordenador-geral da campanha da candidata do PT no Estado, Pagot, na companhia do deputado Benedito Pinto (PMDB), que é pastor da igreja Assembleia de Deus, reforçou, no evento realizado no Hotel Hits Pantanal, em Várzea Grande, a tese de que Dilma é contra a legalização do aborto no país e à união civil entre pessoas do mesmo sexo e, para comprovar essa postura, distribuiu uma carta da petista em que fala a respeito do assunto.

O encontro reúne cerca de 200 lideranças evangélicas de Cuiabá e Várzea Grande e teve por objetivo específico de firmar compromisso de que Dilma não tomará nenhuma atitude que desrespeite os princípios cristãos.

O governador declarou que tem trabalhado pelo fortalecimento das igrejas e, por conta disso, pediu voto aos presentes. "Vocês confiaram em mim ao me reeleger. Agora, nos ajude a consolidar a Dilma na presidência", apelou.

Segundo ele, os tucanos tentaram denegrir a imagem da petista e pontuou que no governo Lula não houve nenhum tipo de atentado à vida e à família e, por isso, tem a convicção de que a ex-ministra-chefe da Casa Civil também atuará nesse sentido.

Já o deputado Benedito Pinto disse acreditar no projeto político de Dilma e que irá cumprir com os compromissos firmados junto às lideranças evangélicas, caso seja eleita no próximo dia 31 na disputa contra o adversário José Serra (PSDB).

Dilma acabou perdendo voto devido sua posição dúbia em relação ao aborto, que virou alvo de críticas por parte dos movimentos religiosos motivados pelo grupo de Serra. Depois da polêmica em torno do caso, ela acabou mudando o discurso e chegou até mesmo assinar um documento declarando ser contrária ao assunto.

Por Pollyana Araújo / Jardel Arruda

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