Líderes religiosos debatem preservação do ambiente

Líderes religiosos debatem preservação do ambiente

Atualizado: Quinta-feira, 28 Julho de 2011 as 2:51

Representantes das comunidades cristã, judia e muçulmana se reuniram nesta semana em Jerusalém para debater uma forma de conscientizar seus fiéis sobre a importância de se preservar o ambiente. “O respeito a Deus exige também o respeito a sua criação e a natureza”, manifestou ao jornal israelense Jerusalem Post o bispo auxiliar do patriarcado de Jerusalém, William Shomali. Ele participou na segunda-feira (25) da apresentação do Centro InterConfessional de Desenvolvimento Sustentável. “Somos visitantes nesta Terra e a abandonaremos algum dia, mas precisamos deixá-la limpa para as próximas gerações”, disse o clérigo. “Se a Terra está poluída, se o Mediterrâneo está poluído, está poluído para todos, cristãos, muçulmanos e judeus”, destacou Shomali, que considerou necessário “estudar a crise ambiental, que é parte da crise ética, moral e espiritual”.

O novo grupo religioso-ecologista, liderado pelo rabino Yonatan Neril, conseguiu neste mês que o Conselho de Instituições Religiosas da Terra Santa assinasse a “Declaração da Terra Santa sobre Mudança Climática”, que pede para o mundo reduzir o consumo e enfrentar os problemas ambientais. [Uma das propostas para essa redução é o Movimento 10:10.]

O texto pede “a toda pessoa de fé” para que reduza suas emissões do efeito estufa e peça a seus líderes políticos que adotem “objetivos fortes, obrigatórios e com base científica para diminuir os gases do efeito estufa a fim de evitar os piores perigos da crise do clima”.

O ministro de Assuntos Religiosos palestino, Salah Zuheika, assinalou sobre o Corão: “Alá fala de tudo, sobre a natureza, o ar, os animais, e pede aos seres humanos não só que usem a natureza, mas que a protejam.”

O rabino David Rosen ressaltou também o caráter temporário da estada dos homens na Terra e sugeriu aos líderes religiosos que incentivem seus fiéis a consumir menos carne. A produção do alimento representa “uma das maiores causas de contaminação e de consumo de água”.

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