Limpado-se da inveja

Limpado-se da inveja

Atualizado: Sexta-feira, 10 Maio de 2013 as 10:47

 

invejaQuero abordar um assunto pouco comentado, mas bem importante de ser explanado na Igreja, especialmente para nós, mulheres: A inveja
 
Invejar significa desejar para si uma coisa que a outra pessoa tem ou querer ser o que a pessoa é.
 
Examinando o texto de Gênesis 30, sabemos que Jacó amou Raquel. Por ela, ele trabalhou sete anos, mas o sogro o enganou, concedendo-lhe a sua filha mais velha, e isso o fez trabalhar mais sete anos para poder ter a mulher que ele amava. Por fim, ele ficou com as duas mulheres. A primeira mulher (irmã dela), Lia, gerou quatro filhos com Jacó. Essa questão de você poder dar filhos a um homem, naquela época, era tudo de bom que você pudesse fazer, principalmente se fosse um filho homem.
 
Se observarmos também a história de Sara, nós veremos que era bem difícil para ela já estar velha e não ser mãe. Por isso, era terrível para Isabel que, quando engravidou, se escondeu, ficou com vergonha, por que? Porque o certo naquela época era ter filhos, ainda jovem, logo que se casasse. Ser fértil era uma benção para as famílias. Não que tenha deixado de ser. Mas, naquela época, você ser mãe de vários filhos era um status, era como se isso lhe tornasse a “primeira dama” do lugar. Veja o texto abaixo:
 
“Vendo Raquel que não dava filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã, e disse a Jacó: Dá-me filhos, se não morro. Então se acendeu a ira de Jacó contra Raquel, e disse: Estou eu no lugar de Deus, que te impediu o fruto de teu ventre?E ela disse: Eis aqui minha serva Bila; coabita com ela, para que dê à luz sobre meus joelhos, e eu assim receba filhos por ela. Assim lhe deu a Bila, sua serva, por mulher; e Jacó a possuiu.E concebeu Bila, e deu a Jacó um filho.Então disse Raquel: Julgou-me Deus, e também ouviu a minha voz, e me deu um filho; por isso chamou-lhe Dã. E Bila, serva de Raquel, concebeu outra vez, e deu a Jacó o segundo filho.Então disse Raquel: Com grandes lutas tenho lutado com minha irmã; também venci; e chamou-lhe Naftali” (Gênesis 30:1-8)
 
A Bíblia diz que Raquel era a mulher que ele amava, foi por ela que ele trabalhou 14 anos. Mas ele se casou com Lia também (enganado, mas casou) e ela era mulher dele também. Então, ele tinha que honrá-la.
 
Lia teve o primeiro filho e Raquel presenciou isto. Aí Lia teve o segundo e Raquel observando… teve o terceiro e quarto filho e Raquel …nada! Eu acho que Raquel já tinha entrado em depressão, já tinha gasto todo o seu dinheiro no shopping com roupas e sapatos para compensar essa angústia. Afinal, ela não conseguia ser a “primeira dama”, mas a irmã dela era.
 
Raquel podia pensar: “mas eu sou a mulher que ele ama, que trabalhou por tantos anos para casar-se comigo”. Enquanto outra mulher estava dando filhos a ele.
 
Abrindo um “parêntese”… (Se atentarmos, veremos que parece com a reação de algumas ao ver uma mulher prosperando mais do que ela, ver uma outra mulher sendo a primeira dama, fazendo o que você gostaria de fazer, ter o microfone que, às vezes, você gostaria de ter, receber a oportunidade que era o seu sonho, ser reconhecida ou citada no púlpito da igreja, como você esperava ser. Afinal, você também fez parte da equipe que trabalhou e pensa: a esposa do pastor citou o nome de tal, tal e tal, mas não falou o meu. Que terrível!).
 
Voltando… E aí ela ficou tão desesperada e chateada porque não conseguia ser a “primeira dama” que ela disse: “tenha um filho com essa aqui (no caso, Bila). Detalhe: esse procedimento era normal para aquela época (apenas aquela época). Quando uma mulher tinha uma serva, aquela serva não tinha mais autoridade sobre si mesma e nem sobre seu corpo, porque a dona dela era quem mandava nela. Ela podia inclusive ser uma “extensão” da dona. Era como um “útero de aluguel” para a sua dona.
 
Por isso, Raquel pediu a Jacó e ele se submeteu e deitou com a serva.
 
Mais um “parêntese”… (Quantas vezes os maridos se submetem aos “pantim” de suas esposas. Refiro-me aos “caprichos”. “Pantim” é uma palavra bem nordestina conhecida entre nós aqui. Acontece do marido não estar com vontade de fazer aquilo, mas, só para ver se a mulher fica mais simpática e feliz, se sai da angustia, tristeza. Às vezes, é só “manha” da mulher, criancisse… entendem?”)
 
Voltando… Raquel se contentava em parte por ter um filho mesmo que através de uma serva. Mas, o texto segue e vemos que Lia vendo que tinha parado de conceber pegou também a serva dela para ter mais filhos. É interessante porque a nossa inveja às vezes incendeia a inveja da outra.
 
Também é interessante perceber que uma mulher não se veste para os homens, ela se veste para outra mulher, porque os homens não entendem muito bem o que está combinando, dando certo ou não. Qualquer coisa para a maioria deles está bom. Você se veste e pergunta: estou bem? Ele responde: está ótima, você é linda, mas ele nem lhe observou tanto assim. Ele nem entendeu que aquele sapato tem “tudo a ver”. Ele não entende dessas coisas, mas uma mulher sabe.
 
Às vezes, quando a gente se priva de elogiar uma pessoa com todo o nosso coração, é porque tem um problema aí. Não estou dizendo que é para elogiar toda mulher a toda hora, mas quando você encontra uma amiga, cumprimenta, sabe que ela está bonita não custa nada dizer: Você está tão bem hoje!
 
Estou falando do elogio sincero e não o elogio espinhoso, amargo e venenoso do tipo: Mulher você está tão bem… (mas não é isso que você queria dizer). Já outras dizem: “Mulher como você está gorda! Vou lhe ensinar uma receita pra você perder peso”. Ei, ninguém gosta de ser chamada de gorda, mesmo que seja. Cuidado com as criticas e com o elogio venenoso. Cuidado com o elogio que se faz na frente, mas quando a pessoa sai, você diz: mas nem ficou tão bem assim essa roupa.
 
Talvez algumas estejam pensando: “Ah Jananyna eu pensei que você estava falando para crentes”. Pois é,  estou mesmo. Porque, às vezes, a gente tem uma facilidade de ser falsa. Nós precisamos ser sinceras e ser sincera não é estar ferindo as pessoas. Alguns pensam: “Eu tenho uma sinceridade tão grande que não vou guardar nada para mim, vou dizer tudo”. Pois você tem um problema, porque você tem que aprender a guardar a sua língua. Não é tudo o que pensamos que deve sair pela nossa boca. E muitos querem maquiar isso como sinceridade. O que é bonito está bonito mesmo, mas o que não está tão bonito, você não precisa saber pela minha boca, ao menos que você queira realmente ouvir e se você quiser ouvir, eu preciso falar da forma certa, sabiamente.
 
Às vezes, as mulheres querem disputar umas com as outras. A gente não tem que ficar se comparando umas com as outras, nem com ninguém. Algumas olham para uma mulher e pensam: “O que é que ela tem que eu não tenho?”.
 
Cuidado as solteiras. Às vezes, aparece uma rapaz novo na igreja ou se desponta um menino no louvor e  as meninas ficam naquela expectativa de para quem ele vai olhar. Cuidado meninas. Lembrem-se de que vocês são crentes e a sua forma de abordagem é diferente do mundo.
 
Mulher não vai atrás de homem. O homem vai atrás da mulher. Nós não somos as caçadoras, não estamos na captura. Talvez algumas pensem: “Jannayna é porque depois dos 30, a gente entra na captura”. Não! Amada, olha é melhor só do que mal acompanhada. Ninguém falou que você vai ser mais espiritual se arranjar um marido. Ninguém falou que você vai desenvolver o seu chamado e ser uma grande mulher de pregação só quando esse marido chegar.
 
Cuidado também com o ciúme. Ele tem duas linhas. Pode ser um amor exagerado, um apego exagerado a uma coisa que você tem, que é sua e você não quer que ninguém olhe, mexa ou pegue. Bem como pode ser a tormenta de ver alguém sendo mais valorizado do que você. Alguém prosperando mais do que você, isso também gera o ciúme.
 
A inveja e o ciúme são altamente prejudiciais. Nós precisamos nos desvincular dessas coisas. Precisamos ser mulheres limpas. Totalmente limpas, que se relacionam com as pessoas com clareza de coração e com sinceridade. Assim, agradaremos a Deus e seremos bem-aventuradas em tudo que realizarmos.
 
 
- Jannayna Albuquerque
 

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