Livro trata do papel do pastor na igreja contemporânea

Livro trata do papel do pastor na igreja contemporânea

Atualizado: Segunda-feira, 16 Maio de 2011 as 11:38

A Reforma Protestante, ocorrida no início do século XV na Europa, foi uma reação contrária às doutrinas e práticas do catolicismo romano medieval. Nomes como João Calvino e Martinho Lutero puseram em cheque fundamentos básicos do cristianismo praticado pelos católicos, como a salvação pela fé, a qual não poderia ser comprada com boas obras ou bens materiais.

De lá para cá, muita coisa mudou. A igreja protestante, ou evangélica, se dividiu em incontáveis denominações, com diferentes linhas teológicas e práticas litúrgicas das mais variadas. Existem igrejas hoje para todos os tipos de públicos, das mais tradicionais às mais "antenadas". É sobre essas comunidades "pós-modernas" que Kevin DeYoung e Ted Kluck falam em seu novo livro Não quero um pastor bacana.

Os autores, que também escreveram Por que amamos a igreja, questionam um modelo muito utilizado na atualidade, o da "igreja emergente", e o papel que os pastores dessas comunidades têm desempenhado. Mesmo tendo uma conceituação divergente entre os diversos estudiosos do tema, o estilo de pregação e atuação das igrejas que se dizem emergentes é bem diferente do tradicional e pende para um caminho perigoso, de acordo com os autores.

"Quando falamos sobre a igreja emergente, não nos estamos referindo simplesmente àquilo que é novo, pós-moderno, 'antenado' com a cultura e que tem boas chances de fazer sucesso com essa geração. Também não nos estamos referindo apenas à organização emergente oficial. Estamos falando de um movimento liderado e inspirado por um grupo de autores e pastores que expressam muitas das mesmas preocupações com a igreja evangélica, que tratam de muitos temas semelhantes e frequentemente falam como as vozes mais influentes da conversa emergente. Não queremos ficar presos a rótulos, muito menos envenenar tudo e todos que têm sido chamados de emergentes. Para os propósitos deste livro, porém, a palavra 'emergente' tem sempre o mesmo sentido. Autores, blogueiros e pastores emergentes não se veem como líderes ou teólogos dotados de autoridade, apenas como pessoas que conversam. Essa é uma das partes mais admiráveis e ao mesmo tempo frustrantes da igreja emergente. É admirável porque os cristãos emergentes admitem que suas ideias são apenas exploração e experimentação, sem serem definitivas em nenhum aspecto."

Conheça mais sobre a igreja emergente, seus prós e contras e os perigos que esse movimento pode trazer às comunidades contemporâneas em Não quero um pastor bacana. 

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