Luteranos alegam que leitura da Bíblia em escolas é inconstitucional

Luteranos alegam que leitura da Bíblia em escolas é inconstitucional

Atualizado: Quarta-feira, 14 Julho de 2010 as 9:02

A Igreja Luterana Salvadorenho qualificou de inconstitucional e conflitante com a prática de outras religiões reconhecidas na Carta Magna a lei que obriga a leitura da Bíblia nas escolas públicas como medida para reduzir os níveis de violência no país.

"Não podemos negar que ler a Bíblia renova o ser humano, mas quando se o faz por decreto, e de forma obrigatória, tira-se toda a bondade", diz nota da igreja luterana. O texto faz referência ao caráter inclusivo da Constituição, que, apesar de tratar-se de uma nação "com inspiração cristã", há reconhecimento e pleno direito de liberdade de credo e religião.

"O ideal seria introduzir matérias como moral e cívica para reforçar os valores humanos. De igual forma, permitir o ensino de livros sagrados de outras religiões que também contêm Palavra de Deus", defendem os luteranos.

O documento da Igreja Luterana introduz para o debate nacional a proposta de nova lei, em tramitação no Legislativo, que criminaliza jovens integrantes de gangues. Trata-se, define o texto, de um golpe forte que pode terminar com esse flagelo, mas, também, converter-se num "bastião" de impunidade para a violação indiscriminada dos direitos humanos dos salvadorenhos.

Um cenário possível é que esses grupos, ao se sentirem ameaçados, vão para a clandestinidade e façam a partir de lá a sua guerra, argumentam.

Luteranos salvadorenhos entendem que é preciso debater o problemas das gangues, porque, assim como a nova proposta legal está concebida, deixa muitos espaços para que jovens inocentes sejam atingidos.

Agrega o documento que a justiça deve ser equânime ao definir esses conceitos e incluir, também, as agrupações do chamado "crime organizado" e aqueles que funcionam à margem da lei.

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