Manoel Ferreira: "A Dilma tem que ser clara contra o aborto"

Manoel Ferreira: "A Dilma tem que ser clara contra o aborto"

Atualizado: Quarta-feira, 6 Outubro de 2010 as 11:08

A divulgação de uma nova versão da Carta Aberta ao Povo de Deus e uma propaganda de TV em que a candidata Dilma Rousseff exponha claramente a posição contrária ao aborto são algumas propostas para o segundo turno defendidas por lideranças evangélicas que atuam na campanha da petista.

Com o diagnóstico de que informações espalhadas na internet de que Dilma é a favor da legalização do aborto foram decisivas para impedir a vitória da candidata no primeiro turno, o coordenador evangélico da campanha de Dilma, deputado Manoel Ferreira (PR-RJ), disse que pretende fechar até amanhã a estratégia para as próximas semanas.

"A Dilma tem que fazer manifestações públicas claras contra o aborto, de valorização da vida e da família. A iniciativa deve partir dela. Acredito que, em uma nova versão da Carta ao Povo de Deus, podemos detalhar melhor alguns temas", afirma o deputado.

Na versão da carta divulgada no primeiro turno, Dilma diz que cabe ao Congresso Nacional discutir "aborto, formação familiar, uniões estáveis e outros temas relevantes", sem detalhar a posição pessoal em relação a estes assuntos. Presidente da Assembleia de Deus de Madureira, o pastor Manoel Ferreira lembra que a comunidade evangélica costuma se reunir três vezes por semana e acredita que é possível "fazer chegar a mensagem (de Dilma) à base com facilidade". No entanto, ressalva que "o outro lado vai falar para o segmento evangélico com a mesma frequência". Manoel Ferreira não tem dúvidas de que "a boataria vai continuar" no segundo turno e alerta para a necessidade de reação imediata.

Bispo

Também aliado de Dilma, o deputado Robson Rodovalho (PP-DF), bispo da igreja Sara Nossa Terra, diz que a mensagem a ser transmitida é de que, apesar de muitos parlamentares do PT terem votado a favor da legalização do aborto, esta posição não é defendida por Dilma. "Ela tem compromissos mais próximos de nós. Não obstante o histórico de dificuldades (dos evangélicos) com o PT, Dilma foi maior do que o partido", diz Rodovalho.

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