Marisa Lobo contesta pesquisa que afirma que fumar maconha não seria tão danoso para os pulmões como o tabaco

Psicológa cristã contesta estudo sobre uso da maconha

Atualizado: Segunda-feira, 16 Janeiro de 2012 as 9:16

Uma pesquisa publicada pelo jornal americano “Journal of the American Medical Association”, tem causado grande polêmica. De acordo com a pesquisa, contestada por especialistas, fumar maconha não seria tão danoso para os pulmões como o tabaco. A pesquisa também alega uma melhora em múltiplas medições da função pulmonar em jovens que relataram o uso moderado da droga.
“Li a pesquisa e discuti com profissionais da área médica que vêem esta pesquisa com muita cautela , pois nesse momento de tentativa de legalização de drogas, tem se visto um grande movimento esquizofrênico psicótico de se tentar provar o improvável e uma grande mentira que droga possa de alguma forma fazer bem”, diz a doutora Marisa Lobo, coordenadora da campanha nacional contra a legalização da maconha (Maconha Não) e especialista na área com 15 anos de experiência.
O estudo também alega que enquanto o cigarro de maconha tem muitas das toxinas presentes em um cigarro de tabaco, o uso da maconha tende a ser menor que o uso do tabaco comum num só dia. O que é uma afirmação “absurda” para Marisa Lobo, que diz que a “pesquisa tentou provar é que a maconha ‘poderia’ fazer para os pulmões ou (seja para este órgão apenas) menos mal que outra droga já legalizada o cigarro, na verdade foi manipulação de informação”.
“Acho que muito mais trabalho é necessário para fazer qualquer declaração sobre segurança”, disse Jeanette Tetrault, estudiosa sobre abuso de substâncias da Escola de Medicina Yale, em New Haven, que não participou desta pesquisa. “Essas são apenas duas medidas de funções pulmonares e realmente não dão a dimensão completa da situação”, concluiu.
Apesar do estudo ter sido a longo prazo e com cinco mil jovens de Oakland, Chicago, Minneapolis e Birmingham, com informações sobre o uso atual de tabaco e maconha as informações não são conclusiva e questionáveis. A pesquisa diz que quanto mais cigarros os participantes fumavam ou tinham fumado no passado, piores resultados apresentavam em seus pulmões. Mas no caso da maconha o uso no mesmo período teria causado menos problemas e foi, na verdade, contrária.
“O que a pesquisa tentou provar é que a maconha ‘poderia’ fazer para os pulmões ou (seja para este órgão apenas) menos mal que outra droga já legalizada o cigarro, na verdade foi manipulação de informação. E fala também da forma de fumar maconha em forma de cigarro e ou aspirada. O artigo não fala que maconha faz bem , apenas diz que a forma aspirada faria menos mal que o cigarro de maconha fumado”, concluiu a doutora Marisa Lobo.

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