Michael W. Smith diz que show no Brasil jamais será esquecido

Michael W. Smith diz que show no Brasil jamais será esquecido

Atualizado: Sexta-feira, 4 Junho de 2010 as 2:19

Michael W. Smith finalizou a turnê A New Hallellujah em São Paulo, no Ginásio do Ibirapuera, em apresentação dupla. O cantor se despediu do Brasil no show que aconteceu na última quinta-feira, 3 de junho, no mesmo dia em que milhões de pessoas foram às ruas naquele que é considerado o maior evento evangélico do país: a Marcha para Jesus.

Depois de passar por Canadá e África do Sul, Smith envolveu o público brasileiro com músicas do seu último CD, A New Hallellujah, gravado em junho de 2009, e com faixas de álbuns anteriores conhecidas por versões nacionais como "Breathe", "Draw me Close" e "Agnus Dai". Ao executar "Mighty To Save", o norte-americano foi surpreendido pela recepção das pessoas, as quais cantaram em português a letra de "Poder para Salvar". Em entrevista ao GUIA-ME.com.br, o músico relatou: "Quando as pessoas correspondem cantando as suas músicas, isso fica cada vez melhor para mim. Eu me sinto em casa. Obrigado por todos que andam comigo por Jesus".

"Foi incrível. Essa é uma noite que eu nunca vou esquecer pelo resto da minha vida. Deus está aqui entre nós, se movendo entre a multidão", revelou o compositor que aproveitou para declarar o seu amor pelo Brasil, país pelo qual torcerá na Copa do Mundo.

Michael W. Smith afirma que irá torcer pelo Brasil na Copa da África

"Eu amo essa cidade [de São Paulo]. Que Deus possa agir de maneira poderosa, como nunca antes. Mesmo sem termos passado muito tempo juntos, já me sinto parte de vocês e os abençôo em nome de Jesus", disse o cantor que, em ministração traduzida por Leonardo Gonçalves, enfatizou o amor de Deus. "Eu não tenho certeza se vocês têm noção da bondade de Deus. Creiam que são amados incondicionalmente. Ele é louco por vocês. Deus quer ser o seu paizinho. Você não está aqui por engano; Ele te chamou".

Presente na última vez que o renomado cantor esteve no Brasil, há cinco anos no Estádio do Morumbi, Baby do Brasil reconheceu a unção que está sobre Michael W. Smith. "Ele estava completamente envolvido pela presença do Espírito Santo. Ele deu um toque maravilhoso que a maioria dos ministérios mais ousados têm dado, sobre preocupação com a famosa divisão da Igreja, das denominações, que tem atrapalhado muito o amai-vos uns aos outros", afirmou a "popstora" que aproveitou para avaliar a importância das palavras de Smith no contexto cristão atual.

"A Igreja vai dar um fruto e o fruto vai ser uma unificação não de poder, mas de amor. Ele [Michael W. Smith] ta nessa mesma visão e isso traz muita bênção para o lugar. A unção foi muito forte no sentido da visão que ele tem e já assumiu, que é a visão mais ousada e avançada que pode existir num momento de apocalipse", observou Baby que regravou a música Agnus Dei, uma das canções favoritas de Smith, com os Tambores de Cristo, da Bahia.   

O evento teve um significado de comemoração para Douglas Carvalho e sua esposa, que se conheceram há 13 anos numa apresentação de Michael. W. Smith no SOS da Vida. "Eu conheci minha esposa por causa dele. São 12 anos de casados. Dessa vez eu trouxe o fruto para conhecer o Michael Smith. Está sendo criado um &fãzinho& aqui", disse Douglas sobre o filho que pela primeira vez pôde ver o artista americano bem de perto, a poucos metros do palco.  

Michael W. Smith retornou ao Brasil após cinco anos e, pelo

envolvimento do público, classificou o show como incrível.

Exemplo para cantores da música gospel nacional

Com uma superprodução, que contou com equipamentos de som e luz de última geração lançados nos Estados Unidos, o show, para Massao Sughihara, foi uma experiência importante para os cantores de música gospel. "Eles podem ser alguém de Deus, simples como o Michael e ao mesmo tempo ter essa qualidade técnica", garantiu o pastor que ouve Smith desde quando os filhos eram crianças. "A &vibe& é muito boa e tem influência na nossa música", disse Carol, filha de Massao que integra a banda Storge2.

Assim como Sughihara, Maurício Soares, diretor executivo da Sony Music, enxerga no show de Michael W. Smith uma possibilidade de amadurecimento para os cantores nacionais. "Os nossos artistas &brazucas& precisam entender a importância de se profissionalizar. Precisam ter uma produção de qualidade. Precisam pensar o que vai ser apresentado para o público. Não é somente uma boa música e uma boa palavra, mas o contexto todo do show", apontou Soares que pretende aproximar os artistas do casting da Sony Music Brasil com personalidades da Sony internacional.

"Vamos fazer um intercâmbio maior dos artistas, inclusive com duetos. Intercâmbios no Brasil e em gravações de CDs com eles lá fora", disse o diretor que observou o evento de Smith como uma chance de aprendizado. "Se eu fosse um artista evangélico, eu daria alguma forma de assistir ao show do Michael. Ele está há anos e anos no mercado e ainda é uma referência num mercado competitivo como o americano", destacou.

A vinda de Michael W. Smith ao Brasil foi o primeiro show internacional organizado pela produtora Goldlight, que prevê ainda para este ano, com apoio da Sony Music, trazer outro nome com referência mundial no cenário gospel. Casting Crowns, Third Day e Kirk Franklin estão entre as possibilidades.

Michael W. Smith inaugura alto investimento em shows gospel

"O Brasil está oficialmente entrando no calendário oficial de shows internacionais da Provident, e na sequência com os da Variety também, que é outro catálogo que Sony tem nos EUA mais voltado para a linha do Black Music, como Kirk Franklin", disse Maurício Soares.

Para os admiradores de Michael W. Smith no Brasil, que inclusive possui uma comunidade com mais de 30 mil membros na rede de relacionamentos Orkut, uma novidade é "praticamente certa", segundo o diretor da Sony. Não vai ser preciso aguardar mais cinco anos pela volta do cantor. Ele deve voltar ao Brasil já no início do ano que vem.

Michael W. Smith com a camisa do Brasil no Ginásio do Ibirapuera - "I Am Free":

Por Felipe Pinheiro

Fotos: Marcos Paulo Corrêa

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