Minha última chance

Minha última chance

Atualizado: Terça-feira, 4 Outubro de 2011 as 10:49

Certo dia de junho em 1969 o porta-aviões USS Constellation estava no Oceano Pacífico a cerca de 200 milhas da costa de San Diego. Dois tripulantes saíram à plataforma de vôo para embarcarem em um bombardeiro F-4 para dois lugares equipado com dupla turbina. Subiram para dentro da aeronave e deram a partida; o fluxo começou com ar quente sendo impulsionado pelas turbinas à medida que o combustível puro era injetado. O piloto acionou o botão de ignição; o combustível entrou em combustão; as turbinas começavam a funcionar - duas turbinas General Electrics com 17.000 libras de empuxo cada - com o avião retesando o cabo, pronto para o lançamento.

O piloto deu sinal para o oficial da plataforma de vôo; ele respondeu ao sinal e com o indicador apontou para baixo. Era o sinal para o homem na torre que passou o sinal para o que estava na parte inferior. Foram pressionados os botões e 85.000 libras de material foram arremessadas para fora da plataforma de vôo naquilo que devia se tornar em vôo num espaço de menos que dois segundos - de 0 a 200 nós.

Eu estava sentado no banco de trás daquele avião. Quando chegou o final da pista no convés o normal seria que o nariz do avião estivesse apontando para cima. Estava apontando para baixo. Tudo o que você tem são 80 pés - alguns segundos - menos que segundos. Vi o convés se levantando à minha direita. Vi o giroscópio ficando cada vez mais escuro e sabia que era uma questão de segundos.

Puxei a alavanca. A parte de trás da capota se levantou e gritei ejetei. O piloto no assento dianteiro gritava, "Ejetar! Ejetar!" mas falava para si mesmo - eu já tinha partido! Sua capota também abriu e ele também saiu.

Havia sob mim um banco impulsionado por foguete que me atirou a 250 pés de altura no ar, e naquela noite de Junho eu subia às cambalhotas! Via as estrelas e depois via o mar, e depois via as estrelas outra vez. Então todo meu assento se despregou, como estava programado para fazer, e o pára-quedas se abriu.

Eu estava bem perto da água, mas descia a 200 nós, e quando bati na água caía de lado com grande velocidade. De algum modo consegui me virar. Acionei os dois pequenos cordões de meu salva-vidas que ativaram os cartuchos de CO2 para inflar o salva-vidas. Virei-me um pouco e acionei os dispositivos que me livrariam de meu pára-quedas, mas por alguma razão, com as voltas o tirante de meu pára-quedas havia ficado preso à parte de trás de meu salva-vidas e eu não podia me livrar.

Consegui me equilibrar e olhei para cima para ver o navio passando por mim. (O navio tinha 1000 pés de comprimento e 5000 homens a bordo; era uma cidade navegante.) Enquanto passava podia ver os homens no convés atirando suas pequenas lanternas para baixo. Já estava quase escuro e eles me viram lá em baixo, de modo que estavam atirando suas lanternas para que a tripulação do helicóptero pudesse saber onde eu estava.

Eu tentava desembaraçar o tirante, mas ele não se movia. O navio passou e a primeira onda do navio me afundou. Fui parar sob a água e não sabia se estava subindo. Consegui pôr a cabeça para fora e respirar, enquanto o navio passava, e as grandes hélices estavam bem ao meu lado.

O helicóptero veio direto para onde eu estava me debatendo na água. O piloto podia ver onde eu estava e, pairando bem sobre minha cabeça, lançou um cabo com a armação à qual devia me agarrar para ser içado para o helicóptero. Estava bem perto de mim, por isso me agarrei ao cabo, mas continuava preso ao pára-quedas e este estava todo debaixo d'água. O piloto gritou pelo megafone, "Piloto, afaste-se de seu pára-quedas!" pois ele não queria ser arrastado junto para dentro do Oceano Pacífico.

Eu não tinha intenção de deixar aquele cabo escapar, pois já tinha afundado várias vezes, mas sabia que não poderia ser içado com o pára-quedas preso. Assim estava eu no Oceano Pacífico, batendo desesperadamente os pés para não afundar. Era o último lugar onde gostaria de estar, mas não tinha escolha. Soltei o cabo e me afastei, e o piloto do helicóptero recolheu o cabo e desceu um homem-rã para me rodear e soltar aquele tirante que eu não conseguia desprender sozinho.

Assim que coloquei meu nariz fora da água encontrei o homem-rã bem ao meu lado. Ele não estava gritando para mim com seu megafone, dando-me instruções de como nadar até a praia a 200 milhas de distância - eu não poderia fazê-lo.

Ele não estava me dizendo como escalar o casco do navio para voltar ao meu lugar - eu não poderia fazê-lo.

Estava totalmente incapacitado e à espera do que alguém pudesse fazer por mim. Então o homem-rã desceu e me livrou e só então pude agarrar o suporte que eles tinham baixado.

Se você nunca aceitou o Senhor Jesus Cristo como seu Salvador, você se encontra agora mesmo em uma situação pior do que a que eu estava naquele momento. Você não pode se livrar de seus pecados. Você vai afundar com eles. Você está destinado às profundezas do juízo com seus pecados ainda arrastando você para baixo. Foram os seus pecados que levaram você à situação onde se encontra hoje, e o pior está por vir.

As mesmas coisas em que confiei agora me arrastavam para o fundo, e você pode estar na mesma situação. Suas boas intenções, suas boas obras, seus feitos são todos eles um peso em suas costas que estão arrastando você para o juízo. Eu tinha uma chance e só uma, e essa era me agarrar naquilo que me havia sido oferecido bem ali naquela hora.

Agora imagine o que aconteceria se eu estivesse me debatendo para ficar na superfície e dissesse, "Vou tentar um pouco mais", ou, "Vou esperar por outro helicóptero". Quanto tempo teriam eles que ficar ali esperando com paciência e graça até que eu decidisse o que seria mais adequado para mim? Quanto tempo Deus vai ser obrigado a insistir com homens por meio do Seu Espírito? Posso garantir que a salvação que Deus oferece está disponível para você agora mesmo, mas não posso garantir que esteja amanhã.

Agarrei-me naquela armação e me içaram bem para dentro do helicóptero, levando-me de volta ao navio. E eu estava grato - estava muito agradecido. E agradeço que Deus tenha descido bem onde eu estava e me dado o Salvador. Pois Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Custou à Marinha uma certa soma para enviar aquele helicóptero para me resgatar naquele dia. O que foi que custou a Deus para proporcionar um Salvador de pecadores para você e eu? O Senhor Jesus foi à cruz do Calvário. O Filho do homem veio para buscar e salvar o que se havia perdido. E Ele continua a convidar você a ir a Ele e oferece a você uma salvação perfeita e gratuita e uma eternidade com Ele no céu.

É tudo de graça para você, mas custou a Deus a morte de Seu Filho para tornar isso possível. O sangue de Jesus Cristo, Seu Filho, nos limpa de todos os nossos pecados. Ele está disponível hoje para que você possa ser salvo.

"Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação." 2 Coríntios 6:2  

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