Ministério Público dá prazo para resposta de professora acusada de pregar durante as aulas

Professora terá que explicar pregação em sala de aula

Atualizado: Terça-feira, 10 Abril de 2012 as 9:52

A professora de história Roseli Tadeu Tavares Santana terá que explicar ao ministério público porque usava 20 minutos iniciais da aula para orar e pregar o Evangelho ao alunos da Escola Estadual Antônio Caputo, no Riacho Grande, em São Bernardo,

Segundo o promotor Jairo Edward de Luca, da Vara da Infância e Juventude da cidade, as partes terão de esclarecer quais são os recursos pedagógicos aplicados por Roseli. o que inclui apresentação do material didático.

Conforme publicado no site Notícias Cristãs, a prática adotada por Roseli, que é evangélica, teria incentivado atos de bullying contra um estudante de 15 anos, adepto do candomblé. Os pais do garoto, sacerdotes da religião afro-brasileira, e a Afecab (Associação Federativa da Cultura e Cultos Afro-Brasileiros), criticaram a demora do Estado em dar resposta definitiva à questão. Eles pedem o afastamento da professora, que segue dando aulas normalmente.

Em reunião com os promotores, a professora alegou que usava apenas cinco minutos como "tempo de reflexão", sem nenhum tipo de conotação religiosa. Alunos do Antônio Caputo revelaram ao Diário que Roseli abandonou a prática desde o caso veio à tona. "As aulas estão cada vez mais tristes. Ela sentiu bastante toda essa história. Sinto falta de como era", disse um deles.


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