Movimento Estudantil Cristão comemora 50 anos de atuação em Cuba

Movimento Estudantil Cristão comemora 50 anos de atuação em Cuba

Atualizado: Sexta-feira, 3 Junho de 2011 as 8:55

Na busca da inspiração cristã e do compromisso social que levou o jovem Frank País García a se tornar um mártir morto durante as lutas revolucionárias, delegação do Movimento Estudantil Cristão de Cuba (MEC) dirigiu-se até a chamada Cidade Herói, na parte oriental do país, a fim de celebrar os 50 anos de atuação do organismo na Ilha.

Jovens depositaram coroa de flores no túmulo do jovem mártir batista, na cidade de Santiago de Cuba, a 900 Km da capital. "Era necessário subir à Grande Pedra, lugar que marcou a formação do MEC em Cuba, de onde aqueles jovens olharam a Serra Maestra e se comprometeram para sempre com o nosso país", disse o presidente nacional do organismo, Jayler García Nazco.

"Mais do que celebrar a vida de nosso movimento, nosso interesse era refletir a respeito das motivações que deram lugar à fundação do MEC. Começavam os anos 60 e recém triunfara a revolução cubana. Nosso país se declarava socialista e um grupo de jovens cristãos tentava jogar um papel ativo nas transformações sociais daquele instante", historiou García Nasço.

A fundação do MEC não teria sido possível naquele momento sem a participação, pela qualidade da análise bíblica e da conjuntura social, de teólogos da categoria de Adolfo Ham e Sergio Arce. Apesar do êxodo de pastores na época, eles mostraram que era e é seguro ser e servir, de modo cristão, numa sociedade socialista.

Documento do MEC que remete aos 50 anos de sua fundação assinala que as motivações de então são as mesmas de hoje. “Estamos comprometidos em seguir sendo um espaço de diálogo e participação com inspiração cristã, que nos permita ser protagonistas das atuais transformações que vive o povo cubano”, afirma o documento .

Estudantes cristãos cubanos pedem o fim do “injusto e anticristão bloqueio do governo dos Estados Unidos para com Cuba”, pois ele atinge o povo.

O documento também considera a intervenção militar das forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte na Líbia como uma violação dos direitos humanos e pede o imediato cessar das ações bélicas naquele país.

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