Muçulmanos recebem ajuda de terroristas islâmicos para matar cristãos, na Nigéria

O pastor Biri disse que os atacantes incendiaram 50 casas pertencentes a cristãos, incluindo o prédio da igreja.

fonte: Guiame, com informações do Portas Abertas

Atualizado: Sábado, 3 Fevereiro de 2018 as 10:32

Os ataques resultaram em oito cristãos mortos em quatro emboscadas diferentes. (Foto: Reprodução).
Os ataques resultaram em oito cristãos mortos em quatro emboscadas diferentes. (Foto: Reprodução).

Ataques às aldeias no norte da Nigéria, que mataram oito cristãos foram realizados por muçulmanos de etnia Fulani, nas últimas duas semanas. Eles receberam o auxílio de terroristas de grupos extremistas islâmicos. As informações são de um pastor local.

O pastor Sunday Gado Biri disse à Morning Star News que os atacantes também incendiaram 50 casas pertencentes a cristãos, incluindo o prédio da igreja que foi parcialmente queimado.

"Um olhar crítico sobre esses ataques revelou que não são apenas os Fulani que estão atacando comunidades cristãs, pois há terroristas que colaboram com eles para realizar esses ataques", disse o pastor de 54 anos.

Ele apelou ao governo da Nigéria para pôr fim aos ataques sem acabar com as comunidades cristãs. "É lamentável que os soldados trazidos aqui não tomem ações decisivas contra os pastores", disse ele. "Enquanto os Fulanis queimavam casas, os soldados não podiam detê-los. Apesar disso, eu ainda quero apelar para o governo da Nigéria que deveria parar esses assassinatos".

Em ataques à aldeia de Zanwra entre 22 e 25 de janeiro, os oito cristãos foram mortos em quatro emboscadas diferentes, enquanto as casas eram destruídas em dois ataques distintos. O pastor Biri disse que um dos anciãos da igreja, James Nengwe, de 60 anos, foi morto na noite de 24 de janeiro enquanto tentava escapar.

"Ele estava a caminho do campo militar a cerca de dois quilômetros de sua casa quando ele foi emboscado e morto pelos Fulanis", disse o pastor. "Na verdade, ele estava a poucas centenas de metros do campo militar. Ele decidiu se refugiar no campo de base militar quando viu os pastores atacando e queimando casas perto da sua".

O pastor Biri disse que os ataques reduziram o número de pessoas que frequentavam os cultos da igreja. "Alguns de nossos membros foram deslocados e o comparecimento da igreja diminuiu drasticamente", disse ele. "Antes desses ataques, o comparecimento da igreja era de cerca de 400 adoradores, mas no momento, quase não temos 200 aos domingos".

O pastor disse que Nengwe tinha uma família e foi dedicado à igreja. "Quando o ataque às nossas comunidades começou, constituímos um comitê para atender as pessoas deslocadas internamente", afirmou. "Baba James foi membro deste comitê. Recentemente, houve um ataque a esta comunidade por Fulanis e cinco casas pertencentes a alguns membros da minha igreja foram queimadas. Esta é a razão pela qual constituímos o comitê", finalizou.

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