A mulher que aborta pode desenvolver uma síndrome pós traumática

"Aborto pode levar ao suícidio" alerta psicóloga cristã

Atualizado: Sábado, 14 Abril de 2012 as 10:55

O efeito do aborto voluntário provoca na mulher. “Dores emocionais ignoradas” pelos que querem promover o aborto como um direito.

Em virtude da decisão do STF em legalizar o aborto de anencefalos o assuntou voltou a ser pauta na mídia e motivo de grande polêmica.
Preocupada com o risco das mulheres que sofrem aborto, a psicóloga cristã Marisa Lobo escreveu um artigo onde alerta os perigos que a ação pode trazer para a saúde física e emocional da mulher.
Leia o texto na íntegra:


O efeito do aborto voluntário provoca na mulher. “Dores emocionais ignoradas” pelos que querem promover o aborto como um direito.
 
Aborto pode ser um mal emocional muito maior do que concluir a gestação, ainda que difícil, a questão não envolve apenas religião, mas também a saúde mental que é tão importante para  o desenvolvimento saudável da mulher e de sua família.
 
Imediatamente depois da concepção a mulher desenvolve psicologicamente vinculo afetivo mãe-filho esse vinculo também é desenvolvido nas mulheres que projetam abortar. "uma mulher, frente à escolha de fazer ou não o aborto, vive sentimentos ambivalentes, angustiantes, a mulher fica vulnerável a transtornos psicológicos a dores emocionais tão profundas que podem levá-la a escolhas erradas como, por exemplo, uso de substância psicoativa (drogas) lícitas e ou ilícitas, como forma de aliviar suas dores emocionais.
 
O fato de uma adolescente, uma mulher que não tenha desejado ou programado uma gravidez, ficar tão vulnerável pode contribuir pra que seja influenciada por pessoas a sua volta e tomar a decisão de aborto não como desejo em si, mas como fim mágico de resolução de problemas, pela influência que pessoas a sua volta podem ter neste momento.


Quantos namorados, amigos parentes e até mesmo médicos e ou psicólogos de alguma forma influenciam nessa decisão? Saibam que pode estar contribuindo para um grande “mal psicológico” para essa mãe.
 
Especialistas concordam em que, imediatamente depois do aborto, a mulher pode experimentar uma redução dos níveis de ansiedade, pois decai o elemento ansiógeno constituído por uma gravidez indesejada; mas sucessivamente, "muitíssimas mulheres vivem uma ansiedade maior, apresentando transtorno de estresse pós-traumático, depressão e maior risco de suicídio e abuso de substâncias".
 
A mulher que aborta voluntariamente pode, ter esses sofrimento psíquico desenvolvido muito tempo depois do aborto, e podem durar anos ou até mesmo a vida toda.
 
O trauma se dá, pois a mulher quando descobre que está grávida, considera esta criança não como embrião e sim como próprio filho, um ser indefeso dentro de seu ventre, portanto segundo estudos, abortar seria para essa mulher o mesmo que matar voluntariamente..
 
 
Uma porcentagem considerável de mulheres que abortaram desenvolve o transtorno de estresse pós-traumático, cujos sintomas são "lembranças desagradáveis, recorrentes e intrusivas Do aborto voluntário que se manifestam em imagens, pensamentos ou percepções; sonhos desagradáveis e recorrentes do sucesso; sensação de reviver a experiência do aborto através de ilusões, alucinações e episódios dissociativos nos quais através do 'flashback', ressurge a lembrança; mal-estar psicológico intenso à exposição de fatores desencadeantes internos ou externos que simbolizam ou se assemelham a algum aspecto do evento traumático, como o contato com recém-nascidos, mulheres grávidas, voltar ao lugar onde se praticou o aborto voluntário  ou submeter-se a um exame ginecológico; evita persistentemente todo estímulo que possa associar-se com o aborto", enumeram os especialistas  do referido estudo. Publicado no  Centro para o Tratamento da Síndrome Pós-Aborto, com sede em Roma
 
 
Esses transtornos que já são descritos como "síndrome pós-aborto", "evoluem conforme desenvolvimento ao passar do tempo mudanças no comportamento sexual, depressão, aumento ou início de consumo de álcool ou outras drogas, mudanças do comportamento na alimentação, transtornos somáticos, isolamento social, transtornos de ansiedade, perda de auto-estima, idealização suicida e tentativas de suicídio". Em algumas mulheres estes transtornos podem se manifestar depois de sua intervenção como sofrimento ao imaginar hipoteticamente a data do suposto aniversário dessa criança que não nasceu
 
"podem seguir tendo sentimentos de culpa ou depressão ligados a tal aborto, inclusive durante as gravidezes sucessivas", advertem o professor Cantelmi .
 
Tenho ao longo dos meus 15 anos de profissão acompanhado casos de mulheres que fizeram aborto voluntário, em sua juventude, e ou vida adulta que hoje após muitos anos ainda lembram com detalhes e sofrem com culpa expressada em seu rosto. Mulheres que, tem alucinações, auditivas em particulares  ouvem choro de crianças, mulheres que ao ver recém nascidos choram, que desenvolveram raiva de recém nascidos, e total rejeição é outro fator importante a se considerar.
 
Uma paciente em particular teve problemas sexuais em relação ao marido por mais de 25 anos , por conta de um aborto influenciado pelo namorado na época que anos depois se tornou marido.
 
Quando o aborto é involuntário, embora haja sofrimento, a mãe não conviverá com a dor da culpa, pois esta embora a mãe se sinta culpada , por algum tempo, não é consciente e não tem responsabilidade da mãe.
 
Quanto ao aborto de anencéfalo, muitas mães podem desenvolver uma dor e culpa  ainda maior, pois  sentem que estão rejeitando,uma criança por causa de seu defeito. De qualquer forma um aborto  é traumático, e pode ser responsável por dores e transtornos psíquicos irreversíveis, não podemos esquecer que este “ser” esta criança , tem um pai, pode ter um irmão, enfim uma família e não podemos achar que somente a mulher terá problemas emocionais com esta interrupção voluntária. 
 
Marisa Lobo Psicóloga Clínica

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