Museu Nacional da Assembleia de Deus será inaugurado em Belém

Museu Nacional da Assembleia de Deus será inaugurado em Belém

Atualizado: Quinta-feira, 16 Junho de 2011 as 10:19

Dia 16 de junho, Belém ganhará um novo museu. Trata-se do Museu Nacional da Assembleia de Deus, um presente digno à cidade que gerou a maior igreja pentecostal do mundo. Um museu histórico cujo acervo detém um quinto da memória nacional. Uma casa de cultura, arte e fé, que vem para somar esforços à área museológica no Estado. A escolha de Belém para abrigar o Museu Nacional é um ato que enaltece a todos os paraenses. Isto porque, sendo a Assembleia de Deus uma igreja parauara, ela sofreu o drama comum dos museus mundo afora, sobretudo daqueles estabelecidos em países mais pobres. Sofreu saques em seu patrimônio histórico. Assistiu ao longo do século a tentativas incontáveis de transferência de seu acervo para o Sul. Mas resistiu como pôde.

O fruto dessa resistência cabocla é o Museu Nacional. Primeiro. Único. Instalado no próprio chão onde os pioneiros fundaram a Missão da Fé Apostólica. Isso é um enorme privilégio para Belém.

Embora a organização do museu tenha iniciado em 1994, é agora, por ocasião do Centenário, que a instituição ganha a devida importância. E isto porque, na data suprarreferida, o Museu Nacional vai ocupar instalações independentes, bem no coração histórico da cidade, na rua João Diogo, 221, ao lado da Academia Paraense de Letras.

No dia da inauguração, será aberta a exposição “Geração do Centenário – Memórias da Nossa Fé. Em vários ambientes, a exposição resgatará a memória daqueles que têm vivido a chama pentecostal no Brasil durante estes cem anos.

O prédio, em estilo eclético, remonta ao início do século XX, justamente a época de chegada dos missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren a Belém. É uma réplica da casa de Celina Albuquerque, a dois passos dali, na Siqueira Mendes, a primeira brasileira a receber a promessa pentecostal apregoada pelos servos de Deus.

A partir do dia 16, pessoas de todo o Brasil acorrerão ao Museu Nacional. Sabedoras da riqueza histórica de seu acervo, virão conferir o que só em Belém poderão encontrar.

Documentos originais do início do século passado. Bíblias dos fundadores. Obras de arte. Peças litúrgicas. Fé materializada em diversos formatos.

A exposição terá uma galeria a óleo dos pastores que dirigiram a igreja-fundadora, a começar pelo missionário Gunnar Vingren. Haverá uma linha do tempo. Dez painéis históricos, que abrangerão todo o século. Baús de viagem dos fundadores. Primeiros livros e hinários impressos na Assembleia de Deus no Brasil. Instrumentos musicais da primeira orquestra. E muitos outros itens.

Além da exposição permanente, o Museu Nacional da Assembleia de Deus funcionará também como um centro de pesquisas. Através de seu fabuloso acervo documental, estudantes poderão aprofundar seus trabalhos e elaborar teses em qualquer nível de graduação. Para isto, vale salientar que a fundação da Assembleia de Deus coincide com o apogeu do Ciclo da Borracha e as riquezas da Belle Époque. Sua história é contemporânea, também, das duas grandes guerras mundiais, período de repressão militar e redemocratização do país.

O Museu Nacional materializa o sonho dos pastores Firmino Gouveia e Samuel Câmara, cujos ministérios à frente da igreja-fundadora somam mais de quarenta anos. Ambos têm-se esforçado em preservar registros e organizar espaços. E, no caso do pastor Samuel, coube à sua liderança a projeção atual da instituição museológica.

O Museu funcionará de 9h00 às 16h00, de terça a sexta. Aos sábados e domingos, o horário é de 9h00 às 13h00.

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