Na ONU, bispos japoneses pedem mundo sem arsenais atômicos

Na ONU, bispos japoneses pedem mundo sem arsenais atômicos

Atualizado: Quinta-feira, 6 Maio de 2010 as 3:49

8a Conferência de revisão do Tratado de não-proliferação das armas nucleares, em andamento em Nova Iorque desde segunda-feira, participam também os bispos japoneses de Hiroshima e Nagasaki – Dom Joseph Atsumi Misue e Dom Joseph Mitsuaki Takami.

Na terça-feira, os dois prelados leram um comunicado conjunto à Assembleia, antes do pronunciamento do observador permanente da Santa Sé na ONU, Dom Celestino Migliore. No texto, os bispos pedem aos líderes mundiais que façam um corajoso passo avante para a total abolição dos arsenais nucleares.

"Nós, bispos católicos da única nação que sofreu um ataque nuclear, pedimos ao presidente dos Estados Unidos, ao governo japonês e a todos os outros que façam de tudo para deter esta insensatez."

A responsabilidade dos dramas causados pela bomba atômica, lê-se ainda na mensagem, "não deve ser atribuída somente aos Estados Unidos, não obstante tenha sido este país a lançar a bomba sobre nós. Todas as nações que amam ou amaram a guerra, inclusive o Japão, são responsáveis. Por isso, refletindo sobre o passado, queremos um novo futuro: vamos abolir as armas atômicas e construir um mundo sem guerras".

Com os dois bispos, chegou a Nova Iorque a famosa "Nossa Senhora bombardeada", que ficou parcialmente destruída pela bomba atômica americana lançada sobre Nagasaki, em 9 de agosto de 1945. Por ocasião dos 65 anos do bombardeamento, afirma o Bispo, "nenhum símbolo é mais apto para destacar a importância da não-violência". Em Nova Iorque, a imagem pode ser venerada na Catedral de São Patrício.

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