"Não busque ser livre da pornografia, busque a Cristo", diz ex-viciado

James Jennings lutou por 21 anos contra seu vício em pornografia e masturbação.

fonte: Guiame, com informações do site I'll Be Honest

Atualizado: Quinta-feira, 23 Novembro de 2017 as 1:04

A pornografia e masturbação pode ser um pecado pertinente pelos jovens, até mesmo entre os cristãos. Como conta James Jennings, que passou 21 anos preso nas garras dessa prática maligna. Em seu testemunho, ele ressalta como foi difícil deixar o vício e como Deus lhe ajudou nesse processo. “O Senhor se preocupou comigo. Não sei porque Ele se preocupou comigo, mas eu sei que Ele me formou para a Sua glória”, diz.

“É por isso que eu estou aqui testemunhando hoje, porque eu creio que o Senhor será glorificado através do meu testemunho da grande salvação, que tem sido toda graça de Deus, e sabe, eu oro para que o Senhor me ajude a exaltar Cristo ao mencionar as coisas do meu passado, e de onde estou agora”, salientou.

“Eu cresci na igreja, e por volta dos cinco ou seis anos, eu fiz a ‘oração do pecador’ nos degraus da minha avó, dentro da casa dela, eu me lembro de onde foi. E eu lembro dos anos seguintes, minha esperança de salvação estava naquela oração, eu aceitando Jesus. Eu sempre voltava àquilo. Eu relembrava aquele lugar, pensava nisso e tinha alguma segurança daquilo. Minha esperança não estava em Cristo. Minha rocha não era Ele. Eu estava confiando numa estrutura que parecia firme, mas que me desapontaria no fim”, colocou.

“Então, por volta dos 12 anos, eu comecei a ir ao mercado com a minha mãe e naquela época que comecei a reparar nas revistas no caixa. Fiquei fortemente viciado em pornografia e pelos próximos nove anos da minha vida, eu fui escravo dela, seja pela internet ou revistas, onde quer que fosse. Eu estava vivendo para a luxúria. Era o que me controlava, o que me satisfazia. O incrível é que não importa o quanto você use, ela sempre acaba lhe deixando vazio”, disse.

Buscando a libertação

“Uma das coisas mais enganadoras sobre o pecado é a busca dele. Enquanto você persegue o pecado, há satisfação e entusiasmo, mas uma vez que você o alcança, e se satisfaz com ele, aí ele lhe deixa árido e vazio. Como ouvi uma vez, ‘O pecado lhe levará mais longe do que você quer ir, lhe segurará mais tempo do que você quer ficar, e custará mais do que você jamais quereria pagar’. Então, por volta dos 18 anos, meus pais me tiraram da escola e passaram a me ensinar em casa”, colocou.

“Eu mentia, não fiz quase nada dos estudos e jogava vídeo-games umas 15 horas por dia, durante cinco, seis anos da minha vida. Era tudo que eu fazia. Eu jogava. Eu me alegrava mais em ser um personagem de jogo, me preocupava mais em subir de nível e com o que o meu personagem tinha do que com o meu caráter na vida real. Quando eu tinha 18 anos, meus pais me fizeram tirar a carta de motorista porque eu nem queria dirigir. Eu queria sentar em casa, naquele computador, jogando o dia todo. Esse era o meu deus, meu ídolo”, disse.

“Andava lado a lado com a pornografia na internet por causa daquele computador. Eu estava lá, literalmente no meu coração, me prostrando e adorando aquilo como meu deus. E quer saber? Eu olho pra trás agora e eu vejo, cara, eu era um tolo. Eu ganharia aquilo e perderia minha alma eternamente. Aos 18 anos eu odiava o pecado da pornografia – quer dizer, a vergonha, a culpa que causava na minha vida – isso me fazia sentir miserável. Eu chorava prostrado clamando a Deus, dizendo: ‘Deus, eu não vou fazer isso nunca mais’, mas logo acabava voltando. Eu era consumido, controlado por isso. Os impulsos que vinham sobre mim para perseguir o pecado me controlavam e eu estava me esforçando de verdade para me libertar”, pontuou.

“Meu deus era a liberdade, meu deus não era Cristo. Eu estava buscando liberdade, ao invés de buscar Cristo. A razão pela qual eu iria para o inferno era obviamente o pecado, mas o meu grande ídolo era liberdade. Eu queria tanto ser livre da pornografia, livre da masturbação. Eu queria tirá-las da minha vida. Eu me lembro de estar num relacionamento e pensar: ‘Bem, se eu me casar com ela, como eu poderia viver comigo mesmo, sendo casado e ainda vendo pornografia?’ Eu ainda não tinha visto a cruz como preciosa. Eu estava completamente enganado”, lembrou.

Vida alinhada com a Palavra

“Então o meu apelo para vocês aqui hoje é, olhem para este livro, olhem para a Bíblia. A sua vida está alinhada com ela? Você nasceu de novo verdadeiramente, e foi salvo? Você foi regenerado? Sabe, regeneração, em Ezequiel 36, diz que as terras desoladas, outrora arrasadas e desertas agora serão como o jardim do Éden. Deus chega e então diz: “Eu tirarei o coração de pedra e lhes darei um coração de carne, Eu lhes darei um espírito novo e farei com que vocês obedeçam e andem nos meus estatutos’”.

“Eu comecei a ir a um estudo bíblico uma noite. E comecei a ter interesse na Palavra de Deus. Eu comecei a conversar com os caras da igreja sobre como nós temos que ser libertos da pornografia e da masturbação. Nada estava funcionando. Eu tinha me esforçado tanto pra limpar o lado de fora do copo, e ainda assim eu não não tinha o novo coração de Deus. Eu não tinha nascido de novo”.

“Eu posso me lembrar que naquela noite eu clamei a Deus e Ele me salvou. Eu finalmente desisti da minha salvação por obras. Eu lembro que era tão fácil dizer que eu era salvo somente pela fé em Cristo, e mesmo assim tentar uma salvação por obras, tentando merecer minha aceitação perante Deus pela minha libertação. Eu falava o tempo todo da minha libertação da pornografia quando eu estava perdido, porque esse era o meu deus. Agora sou realmente libertado em Cristo”.

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