Não devemos usar o cristianismo para 'odiar' os homossexuais, diz fundador da Hillsong

O pastor incentivou os cristãos australianos a fazerem parte do próximo plebiscito postal que irá definir a legalização do casamento gay no país.

Fonte: GuiameAtualizado: terça-feira, 22 de agosto de 2017 15:20
O pastor fundador da Igreja Hillsong, Brian Houston, na Austrália. (Foto: Hillsong)
O pastor fundador da Igreja Hillsong, Brian Houston, na Austrália. (Foto: Hillsong)

O pastor fundador da Igreja Hillsong, Brian Houston, incentivou todos os cristãos australianos a fazerem parte do próximo plebiscito postal que irá definir a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo no país, entre 12 de setembro e 7 de novembro.

Em um comunicado publicado no site da igreja na última sexta-feira (18), Brian observou que a mudança de definição do casamento "tem um grande impacto" e, por isso, todos os cristãos australianos deveriam fazer parte desse processo.

"Eu acredito que a palavra de Deus é clara e que o casamento acontece entre um homem e uma mulher. Os escritos do apóstolo Paulo sobre o tema da homossexualidade também são claros, como mencionei em declarações públicas anteriores", afirmou o pastor.

Em meio ao debate sobre o tema, o pastor observou que ambos os lados não conseguiram respeitar as opiniões divergentes. "Alguns dos que defendem o casamento gay confundiram as convicções de fé com fanatismo, mas eles devem entender que as crenças cristãs são importantes para aqueles que as mantêm e são vitais para uma sociedade livre e tolerante".

"Infelizmente, alguns também usam o cristianismo para condenar aqueles que são homossexuais", Brian continuou. "Como pastor cristão, sempre prego de acordo com as Escrituras e minhas convicções pessoais, mas não posso fazer as escolhas de outras pessoas. Deus criou a humanidade com livre arbítrio e me importo com todas as pessoas, incluindo aqueles que pensam de maneira diferente de mim".

Brian acrescentou que a Igreja Hillsong também consegue atuar de maneira relevante em países onde o casamento gay é legal. "Enquanto não forçamos a legislação a se comprometer com nossas convicções bíblicas, podemos continuar funcionando independentemente do resultado deste plebiscito", disse ele.

Por outro lado, ele incentivou os cristãos a participarem com seu voto. "Eu acredito que muitos que são referidos como a 'maioria silenciosa' têm opiniões sobre esse assunto, mas permitem que vozes mais altas e agressivas controlem o diálogo público. Este plebiscito nos fornece uma voz igual e não devemos perder essa oportunidade".

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