"Não existe pecadinho e pecadão", afirma Guilherme de Pádua

"Não existe pecadinho e pecadão", afirma Guilherme de Pádua

Atualizado: Quarta-feira, 7 Abril de 2010 as 12

Nesta quinta-feira, dia 8, o ex-ator Guilherme de Pádua, que passou 18 anos sem falar com a imprensa após ser condenado pelo assassinato da atriz Daniella Perez, filha da autora Glória Perez, será o entrevistado do Programa do Ratinho (SBT). Há cerca de 10 anos, o homem que chocou o país pela brutalidade do crime tornou-se evangélico. "Fiz bobagens, mas sou inofensivo. Andei fora do caminho de Deus", afirma Pádua. Para ver a chamada do programa, clique aqui .

Com a fala mansa, cabelos milimetricamente penteados e expressão tranquila, o ex-ator parece querer fugir o quanto pode da imagem do homem que, apaixonado pela colega de elenco na novela "De Corpo e Alma", a assassinou a golpes de chave de fenda, junto com a ex-esposa Paula Thomaz. Após ter cumprido apenas um terço da pena de 19 anos, Guilherme diz estar "libertado" há 10 anos e tornou-se obreiro da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, onde congrega desde 2001. "Fiz bobagens, mas sou inofensivo. Andei fora do caminho de Deus, mas na nossa igreja não existe pecadinho e pecadão. Todos estão perdoados, a partir do momento do batismo, mas perdoados por Deus".

A religião acabou se tornando a única alternativa para o ex-ator, que em meio aos julgamentos da sociedade, com xingamentos e até fezes atiradas contra ele, lembra que sempre havia dois ou três crentes com a Bíblia, pregando a paz. "Eu os achava uns malucos, mas quem mais me tratava como gente?", questiona.

Seus conhecimentos na área de informática o levaram à Gerência de Tecnologia da Igreja Batista e hoje ele é um dos responsáveis pelo portal lagoinha.com. Sobre a época em que estava na cadeia, Guilherme conta que pegou sarna, micose, dividiu a cela com um tuberculoso e sofreu com dores de dentes sem nenhuma chance de ser atendido por um dentista. A possibilidade de suicidar-se também passou pela cabeça do ex-ator. "Olhei para uma torneira alta na cela e me passou pela cabeça amarrar a calça ali e me enforcar. Mas aí pensei nos meus pais, já tinha dado desgosto suficiente".

Há três anos, Guilherme se casou com a produtora de moda Paula Maia, sua colega de culto. Para ele, a experiência de um novo casamento foi transformadora. "Amei pela primeira vez", destaca, lembrando que não basta amar a própria mulher, "é preciso não cobiçar as outras. Eu me doutrino".

Postado por: Felipe Pinheiro

veja também