“Nenhum líder tem o direito de transformar a igreja num grande negócio”, diz pastor

O pastor Antonio Carlos Costa faz uma reflexão sobre a situação que muitas igrejas se encontram no Brasil.

fonte: Guiame

Atualizado: Quarta-feira, 14 Março de 2018 as 4:33

O pastor Antonio Carlos Costa faz uma reflexão sobre a situação de muitas igrejas. (Foto: Reprodução/Facebook)
O pastor Antonio Carlos Costa faz uma reflexão sobre a situação de muitas igrejas. (Foto: Reprodução/Facebook)

Nenhum pastor tem o direito de transformar a igreja num grande negócio, tornando seu cargo vitalício e sua liderança acima de qualquer reprovação justa, bíblica e racional. Essa é a reflexão do pastor Antonio Carlos Costa na série de vídeos “Cristão sim, evangélico talvez”.

Com base na declaração bíblica em 1 Pedro 2:9, que define os cristãos como “povo de propriedade exclusiva de Deus”, o pastor avalia que “nenhum homem tem o direito de seguir a lógica do mercado visando encher igreja, diluindo o conteúdo da mensagem do Evangelho para atrair mais gente”.

“Se somos propriedade Dele, não deve haver espaço nas nossas igrejas para liderança pastoral que conduz o pastor a transformar a igreja em um grande negócio, que o leva a lidar com a igreja tal como o empresário lida com sua empresa. Que faz, portanto, com que esse homem se torne uma figura intocável, o verdadeiro proprietário da igreja”, disse Costa em um vídeo publicado nesta segunda-feira (12).

O pastor também critica a conduta que líderes que usam a igreja ideologicamente, fazendo com que ela se associe a ideologias políticas de esquerda e direita, capazes de negar algumas das verdades centrais da fé cristã.

“Lamentavelmente, em razão da perda dessa visão, a igreja se transformou em um grande mercado. Hoje, por força da existência de tantas denominações, percebemos claramente algumas lideranças lutando para apresentarem o melhor produto, o que atraia mais pessoas para a instituição religiosa — muitas vezes, negociando o conteúdo”, ele observa.

“Pastores que perderam de vista o fato de que, no domingo, eles não devem apenas acalmar os que estão perturbados, mas também perturbar os que estão calmos. Que eles foram chamados para pregar todo o conselho de Deus, de modo que a sua pregação não seja pautada pelas demandas do mercado, e sim pelas Escrituras Sagradas”, Costa acrescenta.

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