No Pará: Doze pessoas são ouvidas sobre a morte de pastor

No Pará: Doze pessoas são ouvidas sobre a morte de pastor

Atualizado: Terça-feira, 18 Outubro de 2011 as 9:41

O delegado Eduardo Rollo, da Divisão de Homicídios, disse ontem que uma equipe de investigadores está inteiramente voltada para apurar o assassinato do pastor evangélico e líder comunitário José Arimatéa da Silva Bastos, 45 anos. Ele foi morto a tiros, no quintal de sua casa, por dois homens que invadiram o imóvel, no dia 6 passado.

Rollo disse que já ouviu 12 pessoas nos últimos onze dias, inclusive dois suspeitos. O delegado trabalha com o apoio de comunitários da ocupação Canaã, que já forneceram diversas informações que ajudam nas investigações, assim como familiares da vítima, que estiveram na Divisão de Homicídios.

Sobre a motivação do crime e se há mandante, Rollo afirmou que vem trabalhando com o objetivo de esclarecer o delito o mais breve possível. Assegura que já possui uma linha de investigação, que ainda não pode ser divulgada para evitar prejuízos ao trabalho policial.

NOVA IDENTIDADE Na manhã de ontem, na ocupação Canaã, antes chamada deAmafrutas, havia novo nome para o local, onde residem aproximadamente três mil famílias. A invasão ganhou o nome de “Residencial José Arimatéia”, em homenagem ao pastor.

Diversos moradores se manifestaram sobre o crime. Uma delas, que preservamos a identidade por questão de segurança, afirma que a luta pela terra e pela moradia não parou. Disse que a ocupação vale em torno de 50 milhões de reais, mas uma empresa que diz ter comprado toda a área em leilão, pagou quatro milhões por ela e tenta por meio da Justiça desocupar o terreno a curto prazo.

A moradora diz que Arimatéia lutava contra essa desocupação e estava com um processo na Justiça questionando o que os moradores chamam de ousadia.

“Quando foi morto os assassinos levaram diversos documentos que ele possuia em casa, sobre a luta pela terra”, finaliza a moradora.

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