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Atualizado: Sexta-feira, 18 Outubro de 2013 as 3:32

gritoEntão alguns mestres da Lei [...] se levantaram e protestaram. (Atos 23.9b)
 
A Bíblia fala tanto em gritaria que se poderia escrever uma teologia do grito. Todos gritam: o homem e a mulher, o crente e o não crente, os anjos e os demônios, o indivíduo e a multidão, os atalaias e os profetas. Até a sabedoria grita: “A sabedoria está no alto dos morros, na beira da estrada e nas encruzilhadas dos caminhos; está na entrada da cidade, perto dos portões, gritando: ‘Eu estou falando com todos vocês e faço um pedido a todos os moradores da terra’” (Pv 8.2-3). Até Jesus grita: “Às três horas da tarde, Jesus gritou bem alto: ‘Eli, Eli, lamá sabactani’ (Mt 27.46). O último som saído da boca do Senhor foi um grito: “Aí Jesus deu outro grito e morreu” (Mt 27.50).
 
A Bíblia menciona até a altura dos gritos. Depois de rodear a cidade de Jericó por sete dias e depois das seis voltas do último dia, Josué, os sacerdotes e o povo gritaram com toda a força e as muralhas da cidade caíram (Js 6.20). Mentindo ao seu marido a respeito de José, a mulher de Potifar disse-lhe: “Ele entrou no meu quarto e quis ter relações comigo, mas eu gritei o mais alto que pude” (Gn 39.14). Pouco antes da invasão da Babilônia, o povo de Israel recebeu a seguinte ordem: “Gritem bem alto e bem claro” (Js 4.5). Depois de ver “as coisas nojentas que o povo de Israel estava fazendo”, o próprio profeta Ezequiel registra: “Aí ouvi o Senhor dizer em voz bem alta…” (Ez 9.1).
 
O comandante e Paulo devem ter ficado impressionados com o que viram e ouviram durante a reunião extraordinária do Sinédrio. Numa única sala do templo, algumas dezenas de saduceus e fariseus gritavam cada vez mais alto uns com os outros por causa da ressurreição dos mortos, graças à provocação de Paulo.
 
 
- Elben César
>> Retirado de Refeições Diárias: no Partir do Pão e na Oração
 

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