'Nós não temos imunidade aos problemas', afirma Hernandes Dias Lopes

'Nós não temos imunidade aos problemas', afirma Hernandes Dias Lopes

Atualizado: Terça-feira, 17 Fevereiro de 2009 as 12

No último final de semana - 14 e 15 de fevereiro - a Igreja Presbiteriana de São Vicente comemorou o seu Jubileu de Ouro (50 anos). O local escolhido para a comemoração foi o Centro de Convenções da cidade, podendo assim, abrigar a todos os que desejavam comemorar esta data. Além dos representantes da própria Presbiteriana de São Vicente, comunidades vizinhas foram ali representadas por seus líderes - considerando que a maioria destes são filhos da comunidade aniversariante - como foi o caso da Igreja Presbiteriana Jardim de Oração sendo representada pelo Rev. Milton Ribeiro; da Igreja Presbiteriana de Limeira, com o Rev. Matatias Pereira Gomes; da Igreja Presbiteriana Filadélfia, representada pelo Rev. Cledinaldo Menezes; da Igreja Presbiteriana de Praia Grande, representada pelo Rev. Nelson França; e da Primeira Igreja Batista de São Vicente, pelo Pr. Gilberto Furtado.

Princípios inabaláveis

Conhecida como uma igreja histórica que mantém por 150 anos os seus princípios, a Igreja Presbiteriana tem buscado firmá-los como inegociáveis. São quatro fatores que, segundo o historiador e doutor em teologia, Rev. Lucas Guimarães, são princípios fundamentais para cacterizar uma Igreja Presbiteriana: o sistema de governo presbiteriano (a igreja recebe uma liderança e pastoreio espiritual pelos presbíteros); a família como expressão do pacto de Deus com o crente; a confessionalidade da fé; postura de vanguarda (inovadora). ''Creio que esses são os princípios fundamentais e inegociáveis do presbiterianismo. [...]  Temos que afirmar sempre que a relevância histórica não significa em si ameaça aos princípios. Com amor em tudo, tolerância no não-essêncial e unidade no essêncial é possível avançar. Um hábito é substituído por outro hábito. Se não construírmos cultura estaremos fadados a irrelevância histórica. As demais ênfases teológicas ou doutrinárias apenas refletem uma luta para preservar certos ensinos bíblicos da falsa interpretação e do falso ensino, ou mesmo para que não caia no esquecimento, tendo em vista ser necessário ao sustento da igreja'', afirmou.

Contra os ''ladrões da alegria''

Convidado para ser o preletor da comemoração na noite de sábado, dia 14 de fevereiro, o Rev. Hernandes Dias Lopes iniciou a sua pregação, fazendo a seguinte indagação a todos os que assistiam aquele culto: ''Você é Feliz?''. Após acompanhar as pessoas na leitura de alguns versículos do primeiro capítulo da carta de Paulo aos Filipenses - ''Alegrai-vos sempre no Senhor'' -, o Pr. pediu permissão aos presentes para fazer-lhes tal questionamento, considerado por ele mesmo como uma ''pergunta muito pessoal''. Durante a sua palavra, Hernandes Dias falou sobre aqueles que podem ser os ''ladrões da alegria'' da nossa alegria: dinheiro, pessoas, coisas e fatos. E alertou que, enfrentar tais agentes sem Jesus é algo perigoso e prejudicial.

Em entrevista ao Guia-me, o Rev. Hernandes afirmou que lidar com os possíveis ''ladrões da alegria'' tem sido uma tarefa difícil para o cristão, devido à falta de influência da Igreja no mundo, e de uma forma geral, à falta de preparo para enfrentar tais adversidades e, também, a falta de conhecimento do próprio evangelho. ''O cristianismo não é uma redoma de vidro. Nós não temos imunidade aos problemas. A questão não é enfrentar ou não, mas como reagimos. Qual é o Norte? O grande problema é que a Igreja Evangélica brasileira tem abandonado aquilo que é a base, o alicerce, a bíblia, como regra de fé e prática. Quando as pessoas lidam hoje com os problemas, lidam pelo sentimento, pelo humanismo, pela última corrente filosófica. Se nós reagirmos diante dos problemas à luz da Palavra de Deus, nós vamos ter vitória, consolo, paz no vale, vamos ver os vales se transformando em mananciais'', lembrou.

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