Nossas necessidades essenciais

Nossas necessidades essenciais

Atualizado: Segunda-feira, 20 Maio de 2013 as 9:27

 

002#1 Aceitação 
Queremos ser aceitos. Para isso, fazemos de tudo para pareceremos bons e adequados às exigências dos grupos sociais, religiosos e familiares aos quais pertencemos. Temos medo de sermos visto no erro e maior dificuldade ainda em assumi-lo, sob o risco de sermos rejeitados. Somente compreendendo a Graça que nos aceita é que seremos libertos da tirania de parecer ser qualquer coisa, para sermos, em processo de evolução natural, quem somos de verdade.
 
#2 Pertencimento
Queremos pertencer a alguém ou uma causa, mesmo quando não temos consciência disso. Essa é a experiência verdadeira de amor. Mas tratamos amor como oportunidade de extrair do outro a satisfação de nossas necessidades e carências. Pensamos que amor é “ser amado”, quando na verdade é dar-se. A troca estabelece o vínculo, quando duas ou mais pessoas dão de si mesmas confiando que receberão do outro, mas é a iniciativa de dar que nos abre para o amor, receber é resposta.
 
#3 Proteção
Nossa alma percebe a hostilidade da vida ainda quando estamos sendo formados. O medo do que podemos sofrer nos lança em relações de competição com todos os que nos cercam. Somos estimulados pela disputa e aceitamos que os mais fortes merecem vencer. Tudo isso, quando na verdade deveríamos proteger e sermos protegidos justamente pelas mesmas pessoas com quem estabelecemos disputa. Investir no desarmamento das emoções e na construção de comunidades de proteção mútua é o que precisamos.
 
#4 Realização
Fomos feitos para imaginar, criar e agir na construção e reconstrução de tudo o que nos cerca. Nossa alma clama por se expressar de modo criativo no mundo. Mas somos seduzidos pela ideia de que o dinheiro é mais importante, pelo consumo do desnecessário e pela ideia de que somos o que temos. Sofremos para conquistar o que não precisamos, para impressionar quem não nos importa realmente a fim de nos sentirmos bem apesar da insatisfação que denuncia nossa tolice. Melhor é trabalhar pela sobrevivência extrema do que pelo consumo vaidoso, pelo menos no primeiro caso as pessoas não têm escolha. Bom é quando podemos trabalhar, realizando algo que mais expressa quem somos, vivendo dignamente e de modo solidário, promovendo a justiça daqueles que ganhando mais não têm sobrando, para que quem ganha menos não tenha faltando.
 
#5 Transcendência
Carregamos a impressão de que a vida não pode ser só isso. Espiritualidade é o exercício de responder a esta inquietação. Somos seres essencialmente espirituais e por isso corremos o risco de tratar tudo ao nosso redor como objeto de transcendência. Bens, pessoas, experiências, posições. Isso acontece quando tratamos tais realidades com a devoção que se dedica a um deus e passamos a dizer que não vivemos sem qualquer delas ou que apenas seremos felizes quando as obtivermos. Precisamos, na verdade, tomar a consciência de Deus, aceitando que somos dEle e que nossa vida somente encontra sentido nEle. Então tudo ao nosso redor volta para seu lugar de objetos, pessoas e situações e somos livres da obsessão por qualquer delas.
 
 
- Alexandre Robles
 

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