Novo filme "Nárnia" reflete batalha espiritual moderna

Novo filme "Nárnia" reflete batalha espiritual moderna

Atualizado: Sexta-feira, 16 Maio de 2008 as 12

Novo filme "Nárnia" reflete batalha espiritual moderna

O segundo episódio de "As Crónicas de Nárnia" de C.S. Lewis será lançado esta semana nos cinemas nos Estados Unidos, onde mais uma vez os espectadores serão expostos a verdades acerca da fé Cristã.

"As Crónicas de Nárnia: Príncipe Caspian", com estréia nos cinemas marcada para o dia 16 de Maio, é a continuação do êxito de bilheteira de 2005, "As Crónicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa."

No filme "Príncipe Caspian", os filhos de Pevensie - Peter, Susan, Edmund, e Lucy - são transportados de forma mágica e misteriosa de Inglaterra para Nárnia outra vez para ajudar Caspian a recuperar o seu trono do seu tio com fome de poder, Lord Miraz.

Mas quando regressam a Nárnia, eles descobrem que a terra e as pessoas mudaram muito. Enquanto os irmãos só envelheceram um ano, passaram 1.300 anos na terra mágica. Os jovens descobrem que apenas um pequeno número de Narnianos ainda acredita na história de Aslan - que não tem sido vista há séculos - na Mesa de Pedra, e numa época em que os animais falavam.

"Nós entramos num mundo de ceticismo que é muito semelhante ao nosso," comentou Mark Earley, presidente e CEO do Prison Fellowship Ministry, numa crónica esta semana.

"Digamos apenas que os livros mais populares do reino de Miraz facilmente se poderiam intitular 'Aslan, um Delírio' e 'Aslan Não é Grande'" (em alusão aos best-sellers dos ateus Richard Dawkins e Christopher Hitchens).

O conflito desta vez muda de uma batalha direta entre o bem e o mal - onde Aslan luta contra a Feiticeira Branca na primeira história de Nárnia - para uma batalha entre seguidores dos poderes opostos. Mas a um nível pessoal, as personagens lutam individualmente com a sua fé nas histórias sobre Aslan, incluindo o próprio Príncipe Caspian que nunca tinha visto o leão.

"Aqui está algo com o qual os Cristãos de hoje podem certamente relacionar-se", observou Earley. "Uma coisa é estar entre as primeiras testemunhas que exultam no Cristo ressuscitado. Outra coisa é agir com fé quando as histórias das Suas testemunhas são durante tantos séculos removidas do nosso mundo."

Uma crítica da Associated Press descreve o filme "Príncipe Caspian" como "simultaneamente mais sombrio e engraçado, mais substantivo e mais cativante, mais violento e mais tecnicamente alcançado" que o seu antecessor.

Apesar de terem havido algumas mudanças para adaptar o enredo do livro ao cinema, o realizador Andrew Adamson, que fez o primeiro filme Nárnia e os bem conhecidos filmes "Shrek", disse que procurou manter-se fiel em relação ao livro quando fez o filme, de acordo com uma entrevista dada à revista Christianity Today.

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