Novos paradigmas para a Igreja

Novos paradigmas para a Igreja

Atualizado: Quarta-feira, 24 Agosto de 2011 as 1:17

Como a igreja pode se tornar relevante neste tempo?     Tomando por base a perspectiva de Paulo, a Igreja tem uma natureza tal que lhe permite fazer ajustes para cada circunstância e para cada momento vivido. "Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros." Romanos 12.4-5. É desse modo que ela chegou até aqui.

Comunhão Sendo assim, a igreja precisa aprender a ser grande e pequena ao mesmo tempo. A principal forma que permitirá esse aprendizado está na comunhão. Em que consiste a comunhão? Em primeiro lugar, a comunhão é uma necessidade. O homem é um ser relacional e precisa viver em comunidade. Em segundo lugar, a comunhão é um problema. Viver em comunhão não é fácil e envolve uma complexidade peculiar. E em terceiro lugar, a comunhão é um desejo. Ninguém quer viver só, todos nós queremos alguém que se importe com a nossa dor e que esteja disposto a chegar junto.A igreja primitiva aprendeu isso cedo. A Bíblia registra: "Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração." Atos 2.46

Ajustes Ao longo da história, a igreja teve que fazer ajustes para dar conta da sua relação com o mundo. Como isso aconteceu? Costumo usar três metáforas para representar as etapas dos ajustes históricos da igreja. Primeiramente, tornou-se uma pirâmide, com sua estrutura hierarquizada e sua noção de verdade como forma de autoridade. Depois, tornou-se um retângulo, principalmente na reforma protestante, quando a relação entre clérigos e leigos tornou-se mais flexível. Hoje, a igreja precisa descobrir a circularidade, com a contribuição de todas as partes .A igreja passa por mudanças significativas atualmente. Assistimos a uma época em que o novo toma lugar, mas na qual também o passado fala alto. Embora possamos entender que, para a igreja se tornar relevante para hoje, ela precisa contextualizar a sua estrutura e forma de organização, não podemos esquecer que ela faz parte de um movimento histórico contínuo. O que se pode chamar de pós-cristianismo não é necessariamente o fim da igreja, mas a sua renovação.Algumas tendências devem ser observadas pela igreja contemporânea. Elas têm a ver com as ; maior importância quanto ao caráter do que com a formação acadêmica; maior ênfase ao aspecto carismático do que com o escriturístico; maior valorização do líder servidor do que do líder centralizador.Essas tendências não são excludentes, nem devem servir de justificativa para o desprezo ao que é essencial. Não há como abrir mão da grande celebração, de uma estruturação funcional e flexível, de capacitação do povo de Deus, de formação acadêmica voltada para a excelência, de fundamentação escriturística e até mesmo de uma liderança mais presente. Mas nada disso tem vida por si só.   "Orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais" (Mateus 6.5-8).A Bíblia diz também que precisamos fazer ajustes em nosso caráter: "Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos" (Mateus 20.26-28)   Por Irenio Silveira Chaves

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