O governo de Cristo sobre os pensamentos

O governo de Cristo sobre os pensamentos

Atualizado: Sexta-feira, 25 Novembro de 2011 as 11:11

"... seja isso o que ocupe o vosso pensamento" (Filipenses 4.8).        

Deus nos fez com a capacidade de pensar. Estudos científicos revelam que uma pessoa adulta tem de 40 a 60 mil pensamentos por dia.   A beleza do pensamento   é explicada pela biologia como resultado de neurônios estimulados no sistema nervoso que processam e transmitem informações por sinais eletroquímicos. Mais que isso, o pensamento é o campo em nosso cérebro onde recebemos e processamos as informações do mundo exterior, refletimos, meditamos, julgamos, planejamos.É aí onde nossa opinião é desenvolvida e estabelecida, realizamos análises e sínteses, exercemos o uso de categorias como 'verdadeiro' ou 'falso, 'certo' ou 'errado'. Nele nascem as idéias, conceitos, abstrações, onde conhecemos e reconhecemos as coisas e pessoas e as relações que elas têm entre si.   O pensamento dedutivo vai do geral ao particular; o pensamento indutivo vai do particular ao geral; o pensamento analítico consiste na separação do todo em partes que são identificadas ou categorizadas; o pensamento sistêmico desenvolve uma visão complexa de múltiplos elementos com as suas diversas inter-relações; o pensamento crítico avalia o conhecimento. Isso só para citar algumas facetas dessa grande capacidade dada pelo Criador, que inspirou o filósofo e matemático francês René Descartes quando disse: Penso, logo existo!  

O pensamento é considerado por muitos a expressão mais "palpável" do espírito humano, pois através de imagens e idéias revela justamente nossa vontade. Ele precede e determina a ação física, as palavras, as decisões. Daí porque o pensamento faz a grandeza ou a pequenez do homem.         

Acontece que o pecado introduziu   a corrupção do pensamento . O que é belo e maravilhoso torna-se maligno e perigoso. Até hoje as pessoas estão contaminadas e corrompidas,   "os seus pensamentos são pensamentos de iniquidade" (Isaías 59.7b), "maquinam o mal"   ( Provérbios 12.20 ; 14.22) e não tem discernimento moral e espiritual, levando o profeta a dizer:   "Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o" (1 Reis 18.21).             

Podemos até encobrir aos outros o que pensamos. Diante de Deus, contudo, acontece   a denúncia do pensamento , pois é o Senhor que   "declara ao homem qual é o seu pensamento" (Amós 4.13a) , esquadrinha o coração e prova os pensamentos (Jeremias 17.10),   "conhece os pensamentos do homem, que são pensamentos vãos"   ( Salmos 94.11 ; 1 Coríntios 3.20). Jesus conhecia plenamente os pensamentos das pessoas e os denunciava (Mateus 9.4; 12.25), pois veio   "para que se manifestem os pensamentos de muitos corações" (Lucas 2.35)   e para   "julgar os segredos dos homens" (Romanos 2.16).           

Sabendo que   "nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido" (Lucas 12.2)   o salmista fez   a consagração dos pensamentos   a Deus, dizendo:   "Examina-me, SENHOR, e prova-me; sonda-me o coração e os pensamentos" (Salmos 26.2); "de longe penetras os meus pensamentos" (Salmos 139.2); "sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos" (Salmos 139.23).           

No mesmo sentido, o apóstolo Paulo nos ensinou que devemos levar   "cativo todo pensamento à obediência de Cristo" (2 Coríntios 10.5) . O resultado da entrega completa será   a renovação dos pensamentos   (Romanos 12.2) pela palavra do Senhor - nosso capacete da salvação - que, junto com o escudo da fé, apagam todos os dardos inflamados do maligno lançados contra nossa mente (Efésios 6.13-18). Nós temos a mente de Cristo (1 Coríntios 2.16). Importa que Ele tenha a nossa mente! Afinal, os pensamentos do Senhor são profundos (Salmos 92.5), preciosos, em grande número (Salmos 139.17), bem mais altos (Isaías 55. 8-9), de paz e não de mal, para nos dar o fim que desejamos (Jeremias 29.11).           

"Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento" (Filipenses 4.8).      Por Rodolfo Montosa Via Instituto Jetro

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