O imaginário em as Crônicas de Nárnia

O imaginário em as Crônicas de Nárnia

Atualizado: Terça-feira, 3 Março de 2009 as 12

O imaginário em as Crônicas de Nárnia

É impossível assistir a boa parte das cenas da superprodução O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, lançado nos cinemas do mundo todo em 2005, sem se impressionar com os personagens fantásticos, os efeitos especiais e as imagens maravilhosas geradas por computador. Mas existe algo mais nessa grande aventura, especialmente para o público cristão: um desafio intelectual e espiritual que "O imaginário em As crônicas de Nárnia", de Glauco Barreira Magalhães Filho, ajuda a desvendar.

Nascido em Belfast, em 1898, C.S. Lewis passou boa parte da infância na biblioteca de sua casa, pródiga em livros de aventura. Adolescente, foi estudar em Londres e teve acesso à alta literatura européia e oriental. Em Oxford, formou-se com louvor em Literatura Inglesa, Grega e Latina, Filosofia e História Antiga. Seu retorno à fé protestante, em 1929, despertou de vez o talento do escritor e influenciou parte considerável de seus escritos.

Fascinado por mitologias, tal como o amigo de academia, também cristão, J.R.R. Tolkien (autor da trilogia O senhor dos anéis), Lewis quebrou os últimos grilhões da imaginação ao criar o universo metafórico de Nárnia, na década de 1950. Feiticeiras, ogros, crianças, animais falantes, Lewis lançou mão de elementos que se vê com freqüência nos livros de fábulas, mas agora para falar dos valores cristãos. Ele sabia do papel fundamental no imaginário para a compreensão daquilo que não podemos apreender apenas pela razão.

E é isso o que Glauco Filho nos mostra: a imaginação nos ajuda a compreender a obra sobrenatural — mágica, fantástica — que Deus está fazendo na História.

"A originalidade do pensamento de C. S. Lewis, o incomparável progresso de sua lógica e a criatividade de suas idéias são como um banquete para famintos".  Russell Shedd

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