O pró-americanismo de ontem e o antiamericanismo de hoje

O pró-americanismo de ontem e o antiamericanismo de hoje

Atualizado: Terça-feira, 6 Janeiro de 2009 as 12

A maioria absoluta das denominações protestantes históricas (batista, episcopal, luterana, metodista e presbiteriana) da África, América Latina e Ásia deve grande parte de sua origem ao trabalho missionário de homens e mulheres enviados pelas igrejas norte-americanas. Estes missionários enfrentaram desafios lingüísticos e culturais. Não poucos sofreram discriminação, oposição e perseguição. Alguns adoeceram, morreram no campo e foram sepultados lá mesmo. Eles fundaram igrejas e construíram templos, escolas, orfanatos, hospitais e universidades. Eles traduziram, imprimiram e distribuíram as Escrituras Sagradas a mãos-cheias quando a Bíblia ainda não era conhecida nos países não-cristãos e quando a sua leitura era privativa do clero nos países já alcançados pelo cristianismo. Ainda não se fez uma estimativa do volume de dinheiro desprendido pelas igrejas evangélicas dos Estados Unidos nesses campos missionários (deve-se incluir também as nações não anglo-saxãs da Europa) principalmente na última metade do século 19 e na primeira do século 20.

Mesmo que tenha havido algum aproveitamento político do trabalho missionário norte-americano e alguns equívocos da parte dos missionários, o que eles fizeram em favor do reino de Deus é um fato histórico e incontestável. Em grande parte por causa desse trabalho, havia uma forte simpatia pelos Estados Unidos da parte de quase todas as nações alcançadas pelas missões americanas.

A triste notícia é que essa simpatia desapareceu quase por completo e está sendo substituída por um espírito cada vez mais antiamericano, provocado pela infeliz política externa do governo americano e por sua arrogância, especialmente nos últimos oito anos.

Por serem os Estados Unidos ainda, apesar dos pesares, um forte reduto evangélico, é justo desejar e esperar que haja, não só no Brasil, mas também ali, uma formidável reviravolta na igreja protestante!

E. César

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