“O viciado em pornografia vai acabar na pedofilia cedo ou tarde”, diz teólogo

Rodrigo Aquino diz que os que assistem pornografia sempre querem algo a mais nos vídeos e chegam à pedofilia.

fonte: Guiame

Atualizado: Quinta-feira, 3 Maio de 2018 as 10:30

Rodrigo Aquino é professor de teologia e pregador. Seu canal no YouTube, o BiboTalk tem mais de 20 mil inscritos. Em um vídeo publicado na última quarta-feira (2) ele conta como abandonou a pornografia e contou o motivo de fazer isso. “A pornografia é uma coisa muito séria e delicada. Homens e mulheres, principalmente adolescentes já com 12 e 13 anos, sofrem demais com os malefícios”, inicia.

“Ela nos faz mal e nos tira da realidade sexual, mas muitas pessoas são viciadas E como que eu me livrei? Eu não consumia pornografia todos os dias. Tinha semana que eu consumia todo dia, tinha semana que eu consumia uma vez por semana, duas vezes. Mas o fato é que tinha uma certa frequência no consumo da pornografia”, conta.

“E por ter uma certa frequência eu digo que era viciado. Chega um momento no consumo que vai dando uma enjoada do homem e da mulher, então eu não cheguei ao nível de mudar, não tive tempo de chegar nesse nível de uma mulher com animais ou homem com animais. Ou o pior de todos, a pedofilia. O viciado em pornografia vai acabar na pedofilia cedo ou tarde”, alertou.

“Nós entendemos como Cristão que o consumo da pornografia é um pecado. Você se masturbar vendo pessoas praticando ato sexual é uma distorção da sexualidade criada por Deus. Então, primeiro ponto que me incomodava era esse, eu como cristão não queria cometer esse pecado. Mas era uma luta que vencia por um tempo, passava um mês, dois meses sem ver pornografia e vinha a queda”, lembra.

Universo da pornografia

O teólogo conta que após investigar os bastidores da indústria pornográfica, passou a sentir rejeição. “Mas depois que eu comecei a estudar um pouco sobre o universo da pornografia. Esse foi o segundo ponto. Comecei a perceber que a indústria pornográfica é degradante e horrorosa. Quando você começa a tentar entender a indústria e ver alguns documentários, você percebe a tristeza que é este ambiente de mulheres que em vídeos que simula o estupro são realmente estupradas”, diz.

“Por que em alguns momentos elas realmente estavam berrando de dor, de verdade. Não era falso. E o diretor mantém aquilo. Muitas, inclusive, abandonam o mundo da pornografia por conta dessas humilhações, doenças. O índice de suicídio é muito alto entre os atores pornôs e essas coisas não são faladas”, coloca.

“Então aquilo começou a me dar um certo nojo, uma certa pena porque aquilo era uma mulher sendo objetificada. Homens que se drogam para ter ereções contínuas e isso com o tempo vai prejudicando o órgão sexual. E por falar em drogas, muitas mulheres só aguentam o tranco porque estão muito drogadas”.

“Quando você parar para pensar que adolescentes são escravizados para produção de vídeos pornôs e começa a ver que a indústria pornográfica fomenta a escravidão sexual e inclusive rápido de crianças para produção de filmes para pedofilia, ou você acha que uma criança que está alí escolheu a indústria pornográfica? Quando você assista, você está alimentando a indústria”.

“E em terceiro lugar, eu percebi que a pornografia é uma fuga de outros pecados. Dependia da minha espiritualidade. Era fuga e refúgio de outro pecado. Quando comecei ver que é uma indústria que maltrata o ser humano e que a pornografia era o reflexo de outros pecados eu comecei a tratar da minha espiritualidade, da minha devoção com Deus. Isso foi me ajudando a consumir menos, até que eu parei de consumir”.

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