Olimpíadas: O sobe e desce dos competidores

Olimpíadas: O sobe e desce dos competidores

Atualizado: Sexta-feira, 10 Agosto de 2012 as 9:49

As Olimpíadas reúnem atletas das mais variadas modalidades, que estão espalhados por todo o mundo. E é indiscutível o poder de mobilização que essa competição exerce sobre os países, pessoas e mídia em geral.

Invariavelmente, todos os competidores vislumbram o pódium; lugar reservado àqueles atletas que se destacarem em função dos melhores resultados e da quebra de recordes.

Da fase inicial dos jogos todos participam ativamente, pois é um período classificatório. E mesmo entre aqueles que vão se classificando em cada fase, acaba ocorrendo um sobe e desce quanto ao aproveitamento de cada um.

Observe o seguinte: um nadador pode ter se classificado na primeira fase, em segundo lugar. E esse mesmo nadador pode ter se classificado na segunda fase, em quarto lugar. Com base nesse raciocínio, acaba ocorrendo uma oscilação nos resultados de um mesmo atleta.

Feito esse apontamento, o que mais me interessa nessa reflexão é o fato de que por melhor que tenha sido um atleta numa Olimpíada, não há garantia alguma de que ele obterá resultado semelhante na edição seguinte dos jogos.

Exemplifico: consideremos nosso atleta César Cielo. Nas Olimpíadas passadas de Pequim, ele foi medalhista de ouro na prova dos 50m nado livre. Já nessa Olimpíada de Londres, apesar de todo preparo e das elevadas expectativas, o resultado foi o terceiro lugar no pódium, com a medalha de bronze, na mesma modalidade. Outros há que experimentaram êxito em Olimpíada passada, e nessa, fracasso – vitória e derrota. Essa variação de performance ocorreu e ocorre com muitos competidores, e, de certo modo, isso é muito natural.

Simbolicamente, ao olharmos as Olimpíadas com a lente cristã, inexiste essa alternância de resultados, ou seja, todo aquele que conheceu a Jesus, passou pelo novo nascimento e por Ele foi salvo, permanece salvo se assim se mantiver fiel. “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” (I João 3.9). Depois de alcançar a vitória em Jesus sobre o pecado, permanecerá vitorioso, se a Ele se mantiver unido nessa condição. Ao ser liberto por Jesus, permanecerá livre, se permanecer nesse estado. “Porque o pecado não terá domínio sobre vós...” (Rm 6.14). Note bem: não estou aqui defendendo a doutrina errônea de que “uma vez salvo, salvo para sempre”. A luz do cristão brilha sempre, desde que ele esteja em Jesus e Jesus esteja nele. “Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito” (João 15.7). Observe que há uma condição “se...estiverdes em mim...”.

Ao longo da vida, o cristão muda o lugar de sua moradia e mudam as circunstâncias. Experimenta altos e baixos, ganhos e perdas, o que não muda é a sua condição de vitória em Cristo Jesus. “Eu vos escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno” (I João 2:14).

Em todas as competições esportivas de todos os tempos, o sobe e desce nas pontuações entre os atletas sempre irá existir. Na bolsa, o sobe desce nas ações é condição natural determinada pelos fatores econômicos.

Emocionalmente, todo ser humano experimenta um sobe e desce em seu estado de humor. Logo, o estado de impermanência é fator determinante na vida, nas mais variadas áreas quer queiramos ou não, porém, o cristão em constante comunhão com o seu Senhor, ao contrário, vive e desfruta de um estado de permanência em sua fé e vitória em Cristo Jesus. Concluo com o apelo de Paulo na primeira carta aos coríntios 15.58 “Portanto, meus amados irmãos, (sede firmes e constantes), sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”. Amém.

 

por Pr. Gilberto Fernandes Coelho

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