"A omissão faz de você um cúmplice", diz Marisa Lobo sobre a pedofilia

"A omissão faz de você um cúmplice", diz Marisa Lobo sobre a pedofilia

Atualizado: Segunda-feira, 27 Janeiro de 2014 as 8:01

"A omissão faz de você um cumplice", diz Marisa Lobo sobre a pedofiliaIndependente de cultura, raça ou religião, crianças de todo o mundo têm sido vítimas da pedofilia. Este crime sexual contra menores de idade tem assombrado famílias, escolas, igrejas entre outras instituições. Porém uma recente proposta visualizada por conselhos psiquiátricos de diversos países (entre eles, o Brasil) tem causado divergências e levantado vastas discussões. A ideia seria passar a tratar a pedofilia como uma mera "orientação sexual".
 
Em entrevista exclusiva ao Portal Guiame, a psicóloga cristã Marisa Lobo falou sobre o andamento desta proposta no Brasil, as consequências que a aprovação de tal proposta pode gerar e como a Igreja pode agir para combater este mal.
 
Portal Guiame: A classificação da pedofilia (por conselhos psiquiátricos de todo o mundo) como uma mera “orientação sexual” tem causado polêmica e divergências. Quais argumentos no campo da psicologia podem rebater esta “teoria”?
 
Marisa Lobo: Na verdade a associação psiquiátrica américa bem como a OMS voltou atrás na decisão de mudar a classificação da pedofilia como orientação sexual por a pressão dos grupos pró famílias de igreja católica , principalmente do ativismo pró família existente na Europa,. Mas, a discussão social da possível  aceitação da pedofilia já acontece em 12 países.
 
“Os pedófilos tentam relacionar o desejo por crianças com  a homossexualidade. A visão desses militantes internacionais  pedófilos é a seguinte. Se, os homossexuais, não tem responsabilidade por amar pessoas do mesmo sexo, pois é segundo a psicologia, é uma expressão, manifestação  normal de amor, da sexualidade do indivíduo, então os pedófilos também não tem culpa de gostarem de crianças". 
 
Esse é o mote da campanha mundial  dos pedófilos para  transformar em nível acadêmico, a pedofilia como orientação sexual ou expressão natural da sexualidade (portanto um direito). E que a aberração está nos olhos apenas dos religiosos, ou seja, nós.
 
Com este discurso eles estão conseguindo apoio de psicólogos no mundo a exemplo do CANADÁ, que já trata a alguns anos a pedofilia como ORIENTAÇÃO SEXUAL.  E o congresso canadense já tem projetos de lei para defender esse tipo de abuso, violência contra criança, vitimizando o pedófilo. A Alemanha já legalizou a associação. Na Tailândia, homens casam com crianças e outras aberrações deste tipo acontecem pelo mundo.
 
Há Vários tipos de pedófilo: entre eles, o praticante e o não praticante. 
 
Há aquele que sente atração por crianças, mas sabe que esse sentimento é doentio, que não pode e nem deve abusar, fazer de uma criança (um ser indefeso), seu objeto de prazer. Reconhece seu sentimento como algo doentio que deve ser mudado e controlado. 
 
Nas minhas experiências como psicóloga, vejo que o que  pode trazer esta consciência é justamente o controle ético, moral, social e religioso. Sendo assim este tipo luta contra o sentimento.
 
Há outros que têm medo de abusar de crianças presencialmente, pois temem a cadeia / prisão, então cometem o crime do consumo de pedofilia online, que é não é menos grave, pois se tem alguém exibindo fotos, vídeos, é porque essa criança foi abusada e explorada de alguma forma.
 
Existem ainda os  doente mentais, e os  psicopatas sexuais , estes abusam da criança , sabendo que é um ser indefeso que sofre, mas isso lhes dá mais prazer ainda, e não teme lei, sociedade, muito menos religião. Pelo contrário, até as usa para mascarar seus crimes e ou fazer de sua religião um celeiro. Mas temos que ressaltar que apesar dos escândalos que envolvem um religioso nos casos de pedofilia, estes representam a minoria dos casos.
 
De qualquer forma é inaceitável que a pedofilia seja vista como algo normal ou como um direito do adulto pela sociedade ou psicologia, pois antes está o direito da criança, que não está preparada para relações sexuais. Embora hoje, no Brasil, haja alguns desses doentes travestidos de políticos e profissionais militantes ideológicos e direitos humanos, que estão tentando baixar a maioridade sexual para 12 anos. Há quem pense em 10 anos de idade. O alerta fica para a  a sexualização precoce das crianças nas escolas, que só tende a favorecer a pedofilia, pois está apenas preparando a criança, não para uma sexualidade saudável (quando adulta) e sim para ser tocada e achar normal ou até bom. Agora, quem tocará essa criança é que é a grande questão. Essa educação sexual de hoje, apenas pula fases e adianta a vida sexual da criança, transformando-a em presa fácil para um adulto com distúrbios sexuais. Temos que lutar contra isso.
 
Guiame: Como a igreja brasileira pode se posicionar de forma constitucional contra estas manobras da agenda internacional?
 
Marisa Lobo: Se abrindo para a discussão, participando de fóruns sobre ao assunto, de conselhos tutelares por exemplo. Pode também eleger agora em 2014 pessoas que não têm medo de lutar contra este crime, que tenham entendimento e inteligência para saber que isso tudo acontece e é real. A Igreja precisa sair das 4 paredes e buscar conhecer os problemas sociais. Entender que ela mesma pode ser vitima de pedófilos, que queiram se esconder dentro dela , para abusar de crianças. Mas o principal: A Igreja não pode ser omissa. Precisa denunciar qualquer caso de pedofilia, seja qual for o adulto que estiver envolvido. Quem abusa da criança - em grande parte dos casos - é um adulto próximo e de confiança. A omissão faz de você um cúmplice.
 
Por João Neto - www.guiame.com.br 

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