Para lidar com a pandemia, maioria dos cristãos preferem a TV do que a Bíblia

Uma pesquisa feita nos EUA descobriu que a maioria das pessoas, incluindo cristãos, preferem aliviar o estresse na TV do que lendo a Bíblia.

fonte: Guiame, com informações da Baptist Press

Atualizado: Sexta-feira, 14 Agosto de 2020 as 3:45

Para lidar com a pandemia, maioria dos cristãos preferem se entreter na TV do que ler a Bíblia. (Foto: Getty Images)
Para lidar com a pandemia, maioria dos cristãos preferem se entreter na TV do que ler a Bíblia. (Foto: Getty Images)

Para lidar com o estresse e a incerteza durante a pandemia, a maioria dos cristãos não se volta para Deus, mas sim para a TV.

A descoberta é resultado de uma pesquisa publicada na semana passada pelo Pew Research Center, que analisou como o coronavírus afetou os hábitos religiosos das pessoas nos EUA.

Cerca de 89% dos americanos prefere lidar com a pandemia em casa, assistindo Netflix, programas de TV ou filmes. Isso inclui 90% dos cristãos, 87% dos judeus e 88% de pessoas sem religião, segundo a pesquisa.

Além disso, 84% dos americanos tem passado tempo ao ar livre e 70% tem conversado com familiares e amigos por telefone ou vídeo chamada.

No entanto, cada vez menos pessoas estão se voltando para sua fé em busca de apoio. Mais da metade (55%) disse que ora pelo menos uma vez por semana e 29% fazem a leitura das Escrituras.

Os mais propensos a buscar conforto em Deus pelo menos uma vez por semana — através da oração e leitura das Escrituras — são membros de igrejas protestantes.

Restrições nas igrejas

Meses após o início da pandemia, alguns templos estão reabrindo. A maioria dos americanos (79%) acha que as igrejas deveriam seguir as mesmas regras de distanciamento social que outras instituições. O número é semelhante entre os cristãos (74%).

Entre aqueles que frequentam os cultos online ou presenciais pelo menos uma vez por mês, a maioria acha que os templos devem ser abertos com precaução (57%) para evitar a disseminação da Covid-19, incluindo o distanciamento social (51%), uso de máscaras (44%), diminuição da capacidade (41%) e limitação do canto (29%). 

Ainda assim, entre aqueles que frequentam a igreja regularmente, a maioria relatou que assistiu aos cultos online (72%) em vez de se reunir presencialmente (33%) no mês anterior.

Ajuda ao próximo

Quando se trata de compaixão, a pandemia trouxe à tona o que há de melhor em alguns americanos.

Cerca de 39% relataram que ajudaram um amigo ou vizinho entregando mantimentos, deixando recados ou ajudando no cuidado das crianças. Pelo menos 29% se voluntariaram ou fizeram uma doação a uma organização não religiosa e 18% a uma organização religiosa.

Para a coleta dos dados, foram entrevistados 10.211 americanos adultos via online entre 13 e 19 de julho.

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