Parlamentar defendeu o pastor Silas Malafaia das acusações de homofobia

PT critica senador que defendeu Silas Malafaia

Atualizado: Segunda-feira, 9 Abril de 2012 as 10:54

Na última terça-feira, o senador petista Lindbergh defendeu o pastor Silas Malafaia no plenário do Senado ao comentar discurso do senador Magno Malta (PR-ES) no qual ele criticava ação do Ministério Público Federal em São Paulo contra o pastor. A Procuradoria pede que Malafaia se retrate por um discurso considerado homofóbico feito em julho de 2011 no programa "Vitória em Cristo", que é exibido na TV Bandeirantes em horário comprado por ele. 

Lindbergh disse, no plenário, que não considerou a expressão usada pelo pastor uma maneira de incitar a violência física contra os homossexuais, como argumenta o Ministério Público. Ao afirmar que leu todo o processo contra o pastor, Lindbergh disse que houve intolerância com Malafaia. "Eu não vi em nenhum momento, li com atenção, nenhuma incitação a esse "cair de pau" como agressão física. Não aceito nenhuma tipo de discriminação contra homossexual e nenhum tipo de violência. Existe violência, sim, neste país pelas pessoas serem, simplesmente, homossexuais. Mas acho sinceramente que, neste caso do pastor Silas Malafaia quero aqui trazer a minha solidariedade a ele", disse o petista no plenário. 

O Setorial LBGT (lésbica, gays, bissexuais e transgêneros) do PT divulgou nota para criticar o senador Lindbergh por ter defendido no plenário do Senado o pastor evangélico Silas Malafaia. Na nota, o setorial petista afirma que Lindbergh "se afasta enormemente das posições do partido" ao sair em defesa do pastor na ação que responde no Ministério Público Federal de São Paulo por homofobia. 

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Segundo a Folha de São Paulo na nota Julian Rodrigues - coordenador nacional setorial LGBT do PT - faz um apelo para que Lindbergh "se debruce um pouco mais sobre as posições do Malafaia" que seriam "incompatíveis com o Estado democrático de direito". Rodrigues diz, ainda, esperar que Lindbergh não tenha resolvido "se perfilar com o segundo grupo de políticos fluminenses, inimigos dos direitos humanos", ao citar os deputados Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Anthony Garotinho (PR-RJ). 

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