Pastor considera liberdade como maior ganho da independência

Pastor considera liberdade como maior ganho da independência

Atualizado: Terça-feira, 9 Novembro de 2010 as 8:57

O pastor presidente da Igreja Assembleia de Deus Pentecostal do Maculusso, Francisco Domingos Sebastião, disse hoje que um dos maiores ganhos da independência é liberdade e o privilegio que os angolanos tem de ser donos da própria terra.

Em declarações à Angop, a propósito dos 35 anos de independência a comemorar-se a 11 de Novembro próximo, o reverendo adiantou que passados 35 anos é possível dizer que "a nossa liberdade e o privilegio que temos de nos auto proclamar como donos da nossa própria terra, com soberania, podendo andar de cabeça erguida, exibirmo-nos e apresentarmo-nos como angolanos é um grande ganho".

Com a conquista da liberdade, prosseguiu o eclesiástico, é possível também gozar da liberdade económica, passando a economia angolana a ser gerida pelos próprios angolanos e isso é um grande ganho dos 35 anos de independência.

Na sua opinião outro grande ganho é o facto dos angolanos serem os donos da própria terra e da riqueza, pois é possível verificar que a riqueza esta na mão dos angolanos e não existem monopólios ou monopolistas a controlarem as riquezas do país.

Foi para a obtenção da independência politica e económica que os mais velhos se debateram, por isso todos devem continuar a trabalhar para que a economia esteja realmente nas mãos dos angolanos.

Os benefícios sociais da independência também são visíveis, e como exemplo fez a comparação entre o tempo colonial em que os angolanos não tinham poder de compra e a actualidade em que o cidadão pode adquirir os bens que precisa e vai vivendo melhor.

"O problema que temos hoje em relação aos engarrafamentos não é originado por falta de estradas ate porque existe um grande trabalho do executivo na ampliação das vias, não apenas na capital mas em toda a rede rodoviária do país", adiantou.

Apontou também o surgimento de novas centralidades que vão melhorar a qualidade de milhares de famílias em todo o país como outro ganho dos 35 anos de independência.

Segundo o eclesiástico quando as pessoas passam pelas novas centralidades pode-se dizer “ graças a Deus Angola esta mesmo independente e valeu a pena o sacrifício.

Disse que estes 35 anos serão comemorados com satisfação, por saber que valeu o sacrifico, a perda de vidas, as privações que todos passaram, porque agora começou-se a colher os frutos desta luta.

Apelou aos cidadão a fazerem o seu melhor para o contributo da melhoria da qualidade de vida das pessoas, devendo melhorar o comportamento moral e cívico, porque o bem estar de cada nação não se faz com os estrangeiros que vem trabalhar, deve ser feita pelo próprio angolano.

Francisco Domingos Sebastião referiu que cada cidadão de sentir-se independente, não só no ponto de vista fisiológico, mas também na mente porque é ali (na mente) onde o cidadão deve estar a independente para poder viver e aplicar a independência de facto.

Afirmou que viveu parte da sua juventude no tempo colonial e quando aconteceu a independência estava com 21 anos de idade, portanto  ainda viu como os angolanos viviam e as dificuldades que passavam.

Recordou que grande parte dos angolanos vivia na periferia da cidade, nos musseques, e sem qualquer dignidade. "Era difícil ver algum negro a morar na zona urbana, senão uma meia dúzia que tinham uma relação muito próxima aos colonos  portugueses".

"Graças  Deus há 35 anos foi proclamada a independência debaixo de muito sangue derramado, muita gente morreu por causa desta terra, e hoje podemos dizer que valeu a pena o sangue vertido para que respirássemos o ar da liberdade", adiantou.

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